Transferência De Calor, Ar E Umidade Através De Elementos Porosos De Edificações – Gerson Henrique Dos Santos

Transferência De Calor, Ar E Umidade Através De Elementos Porosos De Edificações – Gerson Henrique Dos Santos
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Resumo:

Desde a década de 70; tomou-se evidente a preocupação com as questões ambientais e com o uso racional de energia disponível. Neste contexto; o setor civil mostrou-se uma das áreas mais envolvidas nesta questão; pois as edificações residenciais; comerciais e públicas são responsáveis por grande parte do consumo de eletricidade em todo o mundo. Com o objetivo de aumentar a eficiência energética das edificações; vários instrumentos de simulação computacional foram desenvolvidos. Porém; simplificações nos modelos utilizados nos elementos do envoltório podem fornecer resultados equivocados. Entre as principais limitações relacionadas ao transporte higrotérmico em elementos porosos de edificações; observa-se a ausência de trabalhos de pesquisa que tratam de modelagem multidimensional; onde diferentes condições de contorno são levadas em conta. As principais dificuldades notadas nas simulações multidimensionais devem-se à complexidade na modelagem do meio poroso; ao elevado tempo computacional exigido nas simulações; aos problemas de divergência numérica e à alta dependência do conteúdo de umidade nas propriedades termofisicas. Deste modo; apresenta-se a elaboração de um modelo para o transporte combinado de calor; ar e umidade em meios porosos (HAM – Heat; Air and Moisture). O modelo; na forma bidimensional; utiliza como potenciais motrizes os gradientes de pressão de vapor; pressão de gás (ar úmido) e temperatura. A solução das equações governantes discretizadas através do método dos volumes finitos é obtida por meio do algoritmo MTDMA (MultiTriDiagonal¬Matrix Algorithm) para resolver os três potenciais simultaneamente. Para explorar o efeito multidimensional dos elementos de edificação; diferentes condições climáticas foram consideradas para a análise da transferência higrotérmica através de blocos estruturais vazados e de quinas (pontes térmicas). Além do efeito higrotérmico; analisou-se também o risco de crescimento de mofo devido à concentração de umidade na região de quina; ocasionada principalmente pela estagnação do ar.

Detalhes:

  • Categoria: Teses e dissertações
  • Instituição: UFSC/ENGENHARIA MECÂNICA
  • Área de Conhecimento: ENGENHARIA MECÂNICA
  • Nível: Doutorado
  • Ano da Tese: 2009
  • Tamanho: 1.21 MB
  • Fonte: Portal Domínio Público

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