Tradução, Adaptação Cultural E Validação De Dois Instrumentos De Avaliação Do Sono : Escala De Sonolência De Epworth E Índice De Qualidade De Sono De Pittsburgh – Alessandra Naimaier Bertolazi

Tradução, Adaptação Cultural E Validação De Dois Instrumentos De Avaliação Do Sono : Escala De Sonolência De Epworth E Índice De Qualidade De Sono De Pittsburgh – Alessandra Naimaier Bertolazi
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Resumo:

Objetivo: Validar a Escala de Sonolência de Epworth e o Índice de Qualidade de Sono de Pittsburgh para o português do Brasil. Materiais e Método: As versões no português do Brasil de ambos os questionários; a ESSBR e o PSQI-BR; foram desenvolvidas de acordo com as seguintes etapas: a) tradução; b) retrotradução; c) comparação da tradução e retrotradução por um grupo de especialistas; d) aplicação em bilíngües. A ESS-BR foi posteriormente aplicada em pacientes de 18 a 65 anos; com diagnóstico clínico de ronco; insônia psicofisiológica ou idiopática ou Síndrome da Apnéia-Hipopnéia Obstrutiva do Sono (SAHOS); que realizaram o exame de polissonografia (PSG) no período de Janeiro de 2006 a Setembro de 2007. O PSQI-BR foi aplicado através de procedimento semelhante; nos pacientes com os seguintes diagnósticos: depressão; insônia psicofisiológica ou idiopática ou SAHOS. Um grupo controle foi composto por pacientes e funcionários do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA); que não apresentavam queixas relacionadas ao sono e cujo resultado da PSG foi normal. Resultados: Um total de 114 pacientes (34 com ronco; 21 com insônia e 59 com SAHOS) e 21 controles completaram a ESS-BR e realizaram a PSG. O coeficiente de confiabilidade (α de Cronbach) dos 8 itens da escala foi de 0;83; indicando alto grau de consistência interna. A média ± desvio padrão (DP) dos escores da ESS-BR nos grupos foi de: 5;2 ± 3;0 nos controles; 8;8 ± 3;4 no ronco primário; 5;3 ± 2;6 na insônia; 13;5 ± 5;1 na SAHOS. Demonstrou-se diferenças significativas nos escores do ESS-BR entre os quatro grupos (p<0;001). Testes Posthoc de Duncan entre grupos pareados mostraram que os escores totais do ESS-BR nos insones não diferiram dos controles (p>0;05). Os escores no grupo de pacientes com SAHOS e no grupo de pacientes com ronco foram significativamente maiores que os escores no grupo dos controles (p<0;05). No entanto; quando comparados SAHOS e ronco; os escores do primeiro grupo foram significativamente maiores que os do segundo (p<0;05). No PSQI-BR; 83 pacientes (43 com SAHOS; 21 com insônia e 19 com depressão) e 21 controles completaram o questionário e realizaram a PSG. Observou-se que os 7 componentes do questionário tiveram um alfa de Cronbach de 0;82. A média ± desvio padrão (DP) dos escores do PSQI-BR nos grupos foi de: 2;48 ± 1;99 nos controles; 8;14 ± 3;97 na SAHOS; 12;81 ± 3;68 na insônia; e 14;53 ± 3;67 na depressão. Diferenças significativas nos escores totais do PSQI-BR entre os 4 grupos (p<0;001) foram observadas. Os grupos de SAHOS; depressão e insônia obtiveram escores do PSQI-BR significativamente maiores quando comparados ao grupo de controles (p<0;05). Não houve diferença significativa entre os escores dos grupos de insones e de depressão (p>0;05); porém ambos foram maiores que no grupo com SAHOS (p<0;05). Conclusões: Os dados desse estudo demonstram que a ESS-BR e o PSQI-BR são instrumentos equivalentes a suas respectivas versões originais; quando aplicados em indivíduos de língua portuguesa do Brasil.

Detalhes:

  • Categoria: Teses e dissertações
  • Instituição: UFRGS/MEDICINA: CIÊNCIAS MÉDICAS
  • Área de Conhecimento: MEDICINA
  • Nível: Mestrado
  • Ano da Tese: 2008
  • Tamanho: 428.76 KB
  • Fonte: Portal Domínio Público

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