Tradição E Cibercultura: A Cultura Gaúcha No Ciberespaço – Heloisa Prates Pereira

Tradição E Cibercultura: A Cultura Gaúcha No Ciberespaço – Heloisa Prates Pereira
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Resumo:

A pesquisa trata das transformações da relação do indivíduo com o espaço na cibercultura; com foco em um movimento cultural regional: o tradicionalismo gaúcho. Questiona-se como a tradição pode permanecer forte nesse novo contexto histórico e quais transformações na dinâmica interna desse movimento lhe possibilitam atualizar-se. Como não se pode pensar a cultura desvinculada da interação com os media; o estudo do tradicionalismo no ciberespaço buscou compreender a pertinência do apelo às tradições e o papel destas como contraponto à idéia de que o regional tende a ser sobrepujado por padrões culturais mediaticamente veiculados. A pesquisa ateve-se também à atuação online do movimento; destinada a fortalecer identidades culturais. Para isso; identidade e espaço tinham de ser pensados não de forma pura; mas como hibridação entre global e global –; o que justifica a categoria do glocal; então utilizado. Com base na noção de querência – marco da ligação da cultura gaúcha com o território –; desenvolveu-se uma reflexão sobre a desterritorialização cultural. O poder do discurso tradicionalista e a formação de identidades; bem como o redimensionamento de ambos na pós-modernidade foram inspirados em autores contemporâneos; como Pierre Bourdieu e Manuel Castells. Igualmente; o estudo buscou fundamentos em Zigmunt Bauman; Eugênio Trivinho e Nilda Jacks; entre outros teóricos da comunicação; do social pós-moderno e da cibercultura. O corpus da pesquisa foi composto por sites e comunidades virtuais de relacionamento ligados à cultura gaúcha. A metodologia conjugou; além da revisão bibliográfica e da análise desses universos online; entrevistas com tradicionalistas gaúchos; a maioria atuante no ciberespaço. As conclusões alcançadas permitem classificar o tradicionalismo gaúcho como movimento social representativo dos anseios atuais de seus integrantes e também como manifestação cultural glocalizada; na qual global e local são vividos simultaneamente; via interação tecnológico-mediática; seja pelo modo de atuação do movimento; seja pela forma mediatizada de experimentar o mundo em que estão inseridos os membros desse movimento.

Detalhes:

  • Categoria: Teses e dissertações
  • Instituição: PUC/SP/COMUNICAÇÃO E SEMIÓTICA
  • Área de Conhecimento: COMUNICAÇÃO
  • Nível: Mestrado
  • Ano da Tese: 2008
  • Tamanho: 495.38 KB
  • Fonte: Portal Domínio Público

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