Toxinas Produzidas Por Fungos Dos Gêneros Fusarium E Alternaria: Aspectos Analíticos E Químico-Ecológicos – Gezimar Donizetti De Souza

Toxinas Produzidas Por Fungos Dos Gêneros Fusarium E Alternaria: Aspectos Analíticos E Químico-Ecológicos – Gezimar Donizetti De Souza
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Resumo:

Este trabalho pretende contribuir para a compreensão do papel ecológico das toxinas micromoleculares produzidas por fungos dos gêneros Fusarium e Alternaria. A análise química dos extratos de F. moniliforme, isolado como endofítico de Melia azedarach (Meliaceae), não revelou a produção das toxinas características deste gênero. Realizando-se um estudo comparativo com os extratos de F. moniliforme e F. gramineraum, ambos isolados como patógenos de trigo, foi observado que a ausência das toxinas era exclusividade do fungo isolado como endofítico. Com o desenvolvimento e a validação de um método por HPLC-MS/MS, foi possível a construção de curvas de produção de zearalenona por parte destes fungos. Ensaios biológicos envolvendo a bactéria Escherichia coli, a lagarta Spodoptera littoralis, culturas de célula de soja e a planta modelo Arabidopsis thaliana revelaram que a zearalenona, o &#946,-zearalenol e o deoxinivalenol podem atuar como substâncias produzidas pelo fungo em defesa da planta ao ataque de herbívoros. A reinoculação do fungo endofítico em plantas A. thaliana mostrou que um microrganismo isolado como endofítico aparentemente pode se tornar um patógeno. O estudo via HPLC-UV-SPE-NMR dos extratos de Alternaria alternata revelou a presença de 6 substâncias da classe dos alternariols, dos quais aparentemente 2 são inéditos na literatura. Estas substâncias foram ensaiadas contra os modelos descritos acima, o que evidenciou o alto poder citotóxico das mesmas, com valores de EC50 variando de 0,11 a 5,00 &#956,M. Ainda estas substâncias são altamente ativas contra as lagartas S. littoralis. O desenvolvimento e a validação de um método por HPLC-MS/MS permitiu também a quantificação de alternariol e alternariol monometil éter no flavedo (parte externa amarelada) e no albedo (tecido interno branco) de tangerinas sintomáticas à patogenia Mancha Marrom de Alternária. Os resultados obtidos indicam que o flavedo funciona como uma barreira para a penetração destas substâncias no interior dos frutos. Além disso, estes resultados sugerem que a presença destas toxinas ocorre mesmo antes que os sintomas visuais possam ser identificados nos frutos.

Detalhes:

  • Categoria: Teses e dissertações
  • Instituição: UFSCAR/QUÍMICA
  • Área de Conhecimento: QUÍMICA
  • Nível: Doutorado
  • Ano da Tese: 2009
  • Tamanho: 17.74 MB
  • Fonte: Portal Domínio Público

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