Toxidez De Alumínio Em Genótipos De Pfaffia Glomerata (Spreng.) Pedersen E Pfaffia Tuberosa (Spreng.) Hicken – Joseila Maldaner

Toxidez De Alumínio Em Genótipos De Pfaffia Glomerata (Spreng.) Pedersen E Pfaffia Tuberosa (Spreng.) Hicken – Joseila Maldaner
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Resumo:

A toxidez do alumínio (Al); especialmente em solos ácidos; é um fator determinante da baixa produtividade para muitas culturas e; embora um considerável número de trabalhos seja desenvolvido com a finalidade de elucidar esse problema; praticamente inexistem estudos em plantas medicinais. O objetivo do presente trabalho foi identificar e caracterizar aspectos morfológicos; fisiológicos e bioquímicos da toxidez do Al em dois acessos de Pfaffia glomerata (BRA e JB/UFSM) e em um acesso de Pfaffia tuberosa. Em condição de cultivo in vitro; as plântulas dos três acessos foram submetidas a cinco concentrações de Al (0; 50; 100; 150 e 200 mg L-1) e após 24 dias foram avaliados vários parâmetros de crescimento. Já em sistema de cultivo hidropônico; os dois acessos de P. glomerata foram submetidos às mesmas concentrações de Al por 7 dias e após avaliaram-se o crescimento e vários parâmetros bioquímicos ligados ao estresse oxidativo. Em ambas as condições de cultivo; as concentrações de Al acima de 100 mg L-1 afetaram negativamente a maioria dos parâmetros de crescimento nos dois acessos de P. glomerata; enquanto a P. tuberosa não foi afetada. Entretanto; no cultivo in vitro verificou-se aumento do crescimento de ambos acessos de P. glomerata na presença de 50 e 100 mg L-1 de Al. No sistema de cultivo hidropônico; embora os padrões de produção de biomassa e alongamento das raízes sejam diferentes entre os dois acessos de P. glomerata; verificou-se que o acesso BRA foi mais sensível à toxidez de Al do que o acesso JB/UFSM. A concentração de Al nos tecidos das raízes e parte aérea aumentou com o incremento de Al no substrato de cultivo; porém nas raízes foi maior. O Al provocou aumento mais pronunciado na peroxidação lipídica do acesso BRA. A concentração de H2O2 nas raízes do acesso JB/UFSM diminuiu em 150 mg L-1 de Al; por outro lado; houve aumento de H2O2 na parte aérea dos dois acessos. A toxidez de Al provocou maior alteração na atividade da catalase (CAT) nas raízes do que na parte aérea. A atividade da CAT de raízes do acesso JB/UFSM aumentou na presença de 50 e 200 mg L-1 de Al; enquanto no acesso BRA ela decresceu em todos níveis de Al. Em geral; tanto em raízes como na parte aérea; a atividade da ascorbato peroxidase (APX) foi mais alta no acesso BRA do que no JB/UFSM. Por outro lado; o decréscimo na atividade da superóxido dismutase (SOD) pela presença de Al foi maior no acesso BRA do que no JB/UFSM. Já com relação ao sistema antioxidante não enzimático; houve um aumento na concentração de ácido ascórbico (AsA) nas raízes do acesso BRA e na parte aérea dos dois acessos; por outro lado houve redução da concentração de AsA nas raízes do acesso JB/UFSM. Já a concentração de grupos tióis não protéicos (NPSH) foi reduzida nas raízes de ambos os acessos pela presença de Al. A concentração de NPSH na parte aérea do acesso JB/UFSM aumentou na presença de Al. Já no acesso BRA houve aumento da concentração de NPSH na presença de 100 mg L-1 de Al; enquanto houve redução de NPSH nas concentrações de 50; 150 e 200 mg L-1. Concluiu-se que a redução do crescimento dos acessos de P. glomerata induzida pela toxidez de Al deveu-se ao aumento do estresse oxidativo; sendo que o acesso JB/UFSM possui um sistema antioxidante mais eficiente do que o acesso BRA na remoção das espécies reativas de oxigênio.

Detalhes:

  • Categoria: Teses e dissertações
  • Instituição: UFSM/AGRONOMIA
  • Área de Conhecimento: AGRONOMIA
  • Nível: Mestrado
  • Ano da Tese: 2008
  • Tamanho: 849.93 KB
  • Fonte: Portal Domínio Público

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