Toxicidade Do Efluente De Uma Fazenda De Cultivo De Camarão Marinho Litopenaeus Vannamei E Do Metabissulfito De Sódio No Teste De Toxicidade Aguda Com Mysisdopsis Juniae – Janisi Sales Aragão

Toxicidade Do Efluente De Uma Fazenda De Cultivo De Camarão Marinho Litopenaeus Vannamei E Do Metabissulfito De Sódio No Teste De Toxicidade Aguda Com Mysisdopsis Juniae – Janisi Sales Aragão
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Resumo:

O camarão é o produto mais importante do setor pesqueiro mundial. Uma das grandes preocupações dos impactos negativos desta atividade está relacionada com a descarga dos efluentes dos viveiros diretamente no ambiente sem nenhum tipo de tratamento. Esses efluentes possuem matéria orgânica; nitrito; nitrato; fosfatos e outras substâncias que podem ser consideradas contaminantes potenciais; como o metabissulfito de sódio usado para evitar a ocorrência de melanose no camarão logo após a despesca. O objetivo desse trabalho foi avaliar a toxicidade de amostras de água no sistema de abastecimento e de drenagem de uma fazenda de cultivo de camarão marinho Litopenaeus vannamei utilizando o teste de toxicidade aguda com Mysidopsis juniae; além da toxicidade do metabissulfito de sódio no mesmo bioensaio. A metodologia utilizada foi modificada da norma L5.251 de 1992; descrita pela CETESB. Foram realizadas 8 coletas nos meses de abril; junho; julho; novembro e dezembro de 2005 e janeiro e fevereiro de 2006 na comporta de abastecimento e drenagem da fazenda. As concentrações testadas foram de 6;25; 12;5; 25; 50 e 100%. Além da toxicidade do metabissulfito de sódio; foi avaliada também a redução da toxicidade desse composto após 24 horas do preparo com e sem aeração; na presença e na ausência de Ca(OH)2; cujas concentrações foram 10; 30; 100; 300 e 1000 mg/L. Os resultados mostraram toxicidade em apenas uma das amostras do abastecimento (CLso de 82;49% para o dia 16/02/06); enquanto que na drenagem; foi observada toxicidade em 4 das 8 amostras testadas (CLso variando de < 6;25% para o dia 14/04/05 a 100% para o dia 17/01/06). A amostra coletada no tanque de metabissulfito de sódio causou letalidade em todos os indivíduos em todas as concentrações testadas imediatamente após a sua adição; não sendo possível; portanto; calcular sua CLso; que foi menor que a menor concentração testada (6;25%). Já para o metabissulfito de sódio a CLso foi de 38;2 :f: 4;7 mg/L. Após 24 horas de preparo; a toxicidade do composto não sofreu alteração tanto na ausência (CL50 = 36;8 :f: 5;6 mg/L) quanto na presença de Ca(OH)2 (CL5Q = 44;4 :f: 3;2 mg/L). Já na presença da aeração; essa toxicidade foi reduzida (CL5Q = 150;7 :f: 8;5mg/L). Quando os tratamentos foram concomitantes; aeração na presença de Ca(OH)2; não observou-se toxicidade em três dos cinco experimentos realizados. Enquanto que nos dois experimentos; onde foi possível calcular a C Lso; esses valores foram de 209;8 e 669;4 mg/L; o que indica uma acentuada redução da toxicidade deste composto. Sendo assim; os resultados sugerem um aumento de toxicidade na drenagem; apesar desta toxicidade ter sido bastante variável e ocasional. Quanto ao metabissulfito de sódio; pode-se concluir que o M.juniae mostrou-se bastante sensível a esse composto quando comparado a outros crustáceos e que o tratamento químico através da adição de Ca(OH)2 na presença de aeração foi parcialmente eficiente na remoção da toxicidade.

Detalhes:

  • Categoria: Teses e dissertações
  • Instituição: UFC/CIÊNCIAS MARINHAS TROPICAIS
  • Área de Conhecimento: OCEANOGRAFIA
  • Nível: Mestrado
  • Ano da Tese: 2006
  • Tamanho: 474.46 KB
  • Fonte: Portal Domínio Público

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