Toxicidade De Lantana Camara (Verbenaceae) Em Operárias De Apis Mellifera (Hymenoptera: Apidae) – Andrigo Monroe Pereira

Toxicidade De Lantana Camara (Verbenaceae) Em Operárias De Apis Mellifera (Hymenoptera: Apidae) – Andrigo Monroe Pereira
Acessar

Resumo:

Além de estruturas físicas como tricomas, espinhos e tecidos rígidos, algumas substâncias secundárias produzidas pelas plantas protegem-nas contra animais herbívoros e insetos fitófagos. Embora alguns destes animais consigam contornar estas barreiras, outros não apresentam nenhum mecanismo eficiente para superar estes obstáculos. O conhecimento da composição química e da atividade destas substâncias é uma importante ferramenta para a elaboração de inseticidas naturais que sejam específicos e de baixo impacto ambiental. Lantana camara (Verbenaceae) é uma planta subarbustiva com ampla distribuição geográfica, cuja ingestão pode provocar intoxicação em ruminantes. Também foi observada ação inseticida e/ou repelente de seus extratos folhares em diversos organismos. No presente estudo avaliou-se o efeito do macerado floral e de extratos folhares de L. camara em operárias de Apis mellifera. Abelhas africanizadas recém-emergidas foram coletadas e marcadas, sendo posteriormente introduzidas em um núcleo contendo 3 favos cobertos por abelhas adultas e apresentando boa quantidade de mel e pólen. Dois desses favos possuíam um grande número de operárias em diferentes fases de desenvolvimento. Sete dias após a marcação as abelhas foram transferidas para caixas de laboratório mantidas em estufa bacteriológica a 34° C ± 1° C e umidade relativa de 60 ± 5%. Nas primeiras séries de bioensaios, em que foi testado o macerado floral, os grupos experimentais receberam pasta-cândi acrescida do macerado em concentrações variadas (30%, 10%, 7,5%, 5% e 2,5%), enquanto as abelhas dos grupos-controle receberam somente cândi. Os resultados das análises de sobrevivência indicaram que as abelhas alimentadas com cândi acrescido do macerado floral a 30%, 10% e 7.5% apresentaram uma menor longevidade (P < 0,0001), em relação às operárias dos grupos-controle. Estes resultados sugerem a existência de alguma substância tóxica no macerado floral de L. camara capaz de diminuir a longevidade das operárias. Na segunda série de bioensaios, as operárias receberam, por meio de aplicação tópica na região do pronoto, 2μL do extrato metanólico das folhas de L. camara nas concentrações de 0,0888 mg/abelha, 0,0444 mg/abelha e 0,0222 mg/abelha, enquanto que as abelhas do grupo controle receberam somente metanol. As análises de sobrevivência revelaram que os extratos de L. camara não interferiram na longevidade das operárias.

Detalhes:

  • Categoria: Teses e dissertações
  • Instituição: UNESP/RC/CIÊNCIAS BIOLÓGICAS (ZOOLOGIA)
  • Área de Conhecimento: ZOOLOGIA
  • Nível: Mestrado
  • Ano da Tese: 2005
  • Tamanho: 443.17 KB
  • Fonte: Portal Domínio Público

Faça download do ebook em PDF: