Toxicidade Aguda E Crônica Do Permanganato De Potássio Em Oreochromis Niloticus, Ceriodaphnia Dubia E Pseudokirchneriella Subcapitata – Jakeline Galvão De França

Toxicidade Aguda E Crônica Do Permanganato De Potássio Em Oreochromis Niloticus, Ceriodaphnia Dubia E Pseudokirchneriella Subcapitata – Jakeline Galvão De França
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Resumo:

O objetivo deste estudo foi avaliar o potencial tóxico do permanganato de potássio (KMnO4) através da avaliação da toxicidade aguda (CL50;96 h) e crônica para a tilápia, Oreochromis niloticus e a ecotoxicidade desse composto através de ensaios com o microcrustáceo Ceriodaphnia dubia e com a microalga Pseudokirchneriella subcapitata. Para o teste de toxicidade aguda foram utilizados alevinos de tilápia (0,52 + 0,10g e 3,35 + 0,36 cm), expostos a seguintes concentrações: 0; 0,5; 1,0; 2,0; 4,0 e 6,0 mg.L-1 KMnO4. Os efeitos subletais do KMnO4 foram avaliados pelo do teste de toxicidade crônica, com um grupo controle e duas concentraçõesteste, utilizadas na aqüicultura para o manejo e controle de doenças (1,0 e 4,0 mg.L-1 KMnO4). Para este teste foram utilizadas tilápias (40 g) jovens, expostas por 30 dias, com amostragem de 10 indivíduos por tratamento, nos intervalos de 0, 7, 15 e 30 dias. Os biomarcadores avaliados no presente estudo foram: análises hematológicas, da atividade fagocítica, determinações da concentração de GSH, da atividade enzimática da GST, catalase e peroxidação lipídica e genótoxicas. No teste de toxicidade aguda, o baixo valor de CL50;96h (1,81 mg.L-1), sugere que esta espécie de peixe, nesta fase de desenvolvimento, apresenta grande sensibilidade ao composto. No teste de toxicidade crônica, os peixes expostos na concentração de 1 mg.L-1 de KMnO4 não apresentaram variações significativas nos parâmetros sanguíneos analisados quando comparados ao grupo controle. Na concentração de 4 mg.L-1, as alterações no quadro hematológico indicaram processo de hemólise e redução da atividade fagocítica em consequência da ação oxidante do KMnO4. Nas concentrações de 1 e 4 mg.L-1 KMnO4 houve redução significativa da capacidade fagocítica de macrófagos. Na análise bioquímica, somente a enzima GSH apresentou aumento significativo nos peixes das duas concentrações testadas, indicando resposta adaptativa e de proteção contra o estresse oxidativo. A contagem de micronúcleos indicou não ser um biomarcador adequado para detectar a ação genotóxica do KMnO4, uma vez que, a redução no número de eritrócitos causada pelo composto pode ter mascarado a frequência de micronúcleos. Os ensaios ecotoxicológicos com C. dubia e com a microalga P. subcapitata, mostraram que o KMnO4 causou toxicidade em quase todas a concentrações testadas, com exceção apenas para a menor concentração de 3,1% (0,12 mg.L-1 KMnO4). Tais resultados indicam que este poluente pode agir negativamente sobre diferentes níveis tróficos.

Detalhes:

  • Categoria: Teses e dissertações
  • Instituição: UNESP/AQÜICULTURA
  • Área de Conhecimento: RECURSOS PESQUEIROS E ENGENHARIA DE PESCA
  • Nível: Doutorado
  • Ano da Tese: 2009
  • Tamanho: 2.97 MB
  • Fonte: Portal Domínio Público

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