Tomografia De Velocidade De Grupo De Ondas Rayleigh Na Margem Continental Do Sudeste Brasileiro – Ricardo Thomas Beck

Tomografia De Velocidade De Grupo De Ondas Rayleigh Na Margem Continental Do Sudeste Brasileiro – Ricardo Thomas Beck
Acessar

Resumo:

Tomografia de Velocidade de Grupo de Ondas Rayleigh na Margem Continental do Sudeste Brasileiro Ondas sísmicas superficiais do tipo Rayleigh são utilizadas para estudar a margem continental da região sudeste brasileira através de mapas tomográficos de velocidade de grupo. Este estudo foi dividido em duas etapas. Na primeira etapa; as curvas de dispersão fonte-estação; para um determinado número de períodos selecionados; foram calculadas através do Método da Filtragem Múltipla. Na segunda etapa; a área de estudo foi discretizada em células quadradas e um processo de tomografia bidimensional foi aplicado em seis diferentes períodos. Deste processo resultaram mapas tomográficos de velocidade de grupo em função do período. A análise dos mapas mostrou que o processo de tomografia foi sensível às variações laterais de velocidades na margem continental sudeste brasileira e estas variações estão associadas às diferentes estruturas geológicas presentes na região de estudo. A melhor resolução obtida para este processo foi de 2° ou aproximadamente 222 km. Somente estruturas com dimensões iguais ou maiores que estas podem ser consideradas neste estudo. Duas anomalias de baixa velocidade de grupo; uma associada à plataforma de Florianópolis e outra ao alto do Rio Grande e montes Jean Charcot; foram detectadas; apesar de não ser possível detectar individualmente cada monte da cadeia Jean Charcot; pois estes apresentam dimensões inferiores a 222 km. Estas três estruturas estão associadas a hotspots. Três anomalias de alta velocidade de grupo também podem ser observadas. Uma anomalia está associada ao sul do cráton São Francisco; região formada por rochas cristalinas antigas. As outras duas anomalias estão localizadas na área oceânica. Uma esta sob a bacia de Campos e a outra sob o platô de São Paulo. Ambas apresentam uma estrutura quase cilíndrica; sendo que a segunda parece se unir; em profundidade; com a anomalia continental. Estas anomalias podem estar relacionadas a algum evento tectônico que injetou rochas cristalinas nas respectivas áreas.

Detalhes:

  • Categoria: Teses e dissertações
  • Instituição: ON/GEOFÍSICA
  • Área de Conhecimento: GEOFÍSICA
  • Nível: Mestrado
  • Ano da Tese: 2008
  • Tamanho: 3.74 MB
  • Fonte: Portal Domínio Público

Faça download do ebook em PDF: