Tomada De Consciência E Conceituação: O Sujeito Sintático Segundo Alunos De Letras E Pedagogia – Evandro De Melo Catelão

Tomada De Consciência E Conceituação: O Sujeito Sintático Segundo Alunos De Letras E Pedagogia – Evandro De Melo Catelão
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Resumo:

Em razão das dificuldades encontradas no trabalho com conceitos gramaticais nos diversos níveis de escolarização; observou-se a necessidade de investigar a questão; em especial o conceito de sujeito sintático por meio do processo de tomada de consciência. Para tanto; optou-se por estudar alunos formandos dos cursos de Letras e Pedagogia; de modo a verificar; sob o ponto de vista da tomada de consciência; o impacto dos referidos cursos de graduação na formação desses alunos. A amostra contou com 60 acadêmicos do último ano dos cursos selecionado; 30 de cada curso. Realizou-se um estudo de campo com o objetivo de verificar a contribuição do processo de tomada de consciência na identificação e conceituação do sujeito sintático em sentenças do período simples. Utilizaram-se; como instrumento de pesquisa; entrevistas individuais semi-estruturadas; adaptadas do método clínico piagetiano; de acordo com as especificidades do teste – identificação e conceituação do sujeito sintático em cinco períodos simples. Os resultados foram organizados em níveis semelhantes aos elaborados por Piaget sobre o processo de tomada de consciência. Cada um dos níveis obtidos (IA; IB; IIA; IIB; IIC e III) representou uma etapa de tomada de consciência em relação à situação-problema proposta; sendo o nível IA o início do processo. Os resultados sugerem que a persistência em uma definição única; reducionista e incompleta fez com que os acadêmicos de ambos os cursos resvalassem em aspectos sintático-semânticos das frases como empecilhos à conceituação mais ampla do sujeito. No curso de Letras; 46;62% dos alunos e; no curso de Pedagogia; 3;33%; desequilibraram-se cognitivamente; reelaborando um conceito suficiente sob o ponto de vista cognitivo e lingüístico. O restante; cerca de 53;28% dos alunos do curso de Letras e 96;57% do curso de Pedagogia; verbalizaram um conceito de sujeito como “praticante de uma ação” ou definições semelhantes; não tomando consciência plena ou parcialmente do problema proposto nas sentenças. Os alunos do curso de Pedagogia apresentaram lacunas conceituais importantes sobre o tema em razão de não terem tido acesso a esse conteúdo. É possível concluir que as novas características observadas no objeto de conhecimento não foram integradas ou nem motivaram desequilíbrio em 96;57% dos alunos do curso de Pedagogia e 53;28% dos alunos de Letras. Esses alunos mostraram-se insensíveis cognitivamente em relação às informações do objeto de conhecimento; isto é; questões básicas da estrutura sintática; relação entre cada elemento das frases e questões de transitividade. A conduta inicial dos alunos; movida pela identificação do sujeito por meio de critérios mais elementares de suas ações; como “posição” e “ser um nome”; foi sendo ampliada gradativamente pela conceituação graças à tomada de consciência de aspectos sintáticos/semânticos aliados aos conceitos iniciais. Em ambos os cursos; Letras e Pedagogia; a tomada de consciência demonstrou ser uma ferramenta importante no processo de conceituação do sujeito. A reconstrução do conceito de sujeito ocorreu de forma contínua e paralela à coordenação dos dois elementos envolvidos nesse processo; Indivíduos e objeto de conhecimento. Os dados obtidos nesta pesquisa apresentam implicações importantes para a aprendizagem de gramática no Ensino Superior.

Detalhes:

  • Categoria: Teses e dissertações
  • Instituição: UEM/EDUCAÇÃO
  • Área de Conhecimento: EDUCAÇÃO
  • Nível: Mestrado
  • Ano da Tese: 2007
  • Tamanho: 397.76 KB
  • Fonte: Portal Domínio Público

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