Tolerância Diferencial E Eficiência Nutricional De Café Arábica Em Relação À Deficiência De Zinco – Adriene Woods Pedrosa

Tolerância Diferencial E Eficiência Nutricional De Café Arábica Em Relação À Deficiência De Zinco – Adriene Woods Pedrosa
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Resumo:

O café é uma cultura exigente em micronutrientes, principalmente em zinco, e as variedades mais produtivas requerem uma maior disponibilidade de nutrientes. Neste trabalho, estudou-se a tolerância diferencial e a eficiência nutricional de variedades de café arábica à deficiência de zinco, através da influência do zinco no crescimento e desenvolvimento das plantas, bem como sua influência sobre algumas características bioquímicas. Para isso, mudas de 11 variedades de Coffea arabica L. foram cultivadas em solução nutritiva, nas concentrações de 0,0 e 6,0 ?mol L-1 de zinco, durante oito meses. O experimento foi conduzido em casa de vegetação com o uso de solução de Clarck modificada, constituindo-se num fatorial 11 x 2 (onze variedades e duas concentrações de zinco), em delineamento inteiramente casualizado com três repetições. Após o período experimental, as plantas foram divididas em folhas (apicais, recém-maduras e inferiores), caules e raízes para determinação da matéria seca, das concentrações de zinco total e ativo. As eficiências de absorção, de produção de biomassa, de produção de biomassa foliar e de utilização de zinco foram calculadas a partir dos conteúdos de zinco e da matéria seca acumulada nas diferentes partes analisadas. O índice SPAD foi avaliado nas folhas apicais e recém-maduras. As concentrações de clorofila a, clorofila b, clorofila total, carotenos + xantofilas, compostos indólicos e a atividade da dismutase do superóxido foram analisadas no segundo par de folhas recémmaduras dos ramos plagiotrópicos. A concentração de zinco fornecida afetou a produção de matéria seca, o conteúdo de zinco e consequentemente a eficiência do cafeeiro em absorver e utilizar o zinco, bem como o índice SPAD e as concentrações de clorofila a, clorofila b, clorofila total, carotenos + xantofilas, compostos indólicos e a atividade da dismutase do superóxido. A deficiência de zinco comprometeu o desenvolvimento de todas as variedades estudadas. A produção de matéria seca nas folhas apicais foi a mais afetada pela concentração de zinco, proporcionando grande variabilidade de resposta entre as variedades estudadas. As variedades San Ramon e São Bernardo demonstraram ser as menos tolerantes ao baixo zinco, e apresentaram baixa eficiência de utilização de zinco, nas duas doses estudadas. As variedades IPR-102 e Rubi foram as mais tolerantes ao baixo Zn, no entanto, a variedade Rubi demonstrou-se sensível a dose de 6,0 ?mol L-1 de Zn. As variedades Acaiá Cerrado, Caturra Amarelo, Catucaí Vermelho, Paraíso, Topázio e Tupi são medianamente tolerantes ao baixo zinco. A variedade Oeiras apresentou-se como pouco tolerante a omissão de Zn, apesar da alta eficiência em absorver o elemento. A tolerância diferencial a deficiência de zinco foi principalmente influenciada pela diferente capacidade de absorção do elemento pelas raízes e pela translocaçãos nos caules e raízes de cada variedade avaliada.

Detalhes:

  • Categoria: Teses e dissertações
  • Instituição: UFV/FITOTECNIA (PRODUÇÃO VEGETAL)
  • Área de Conhecimento: AGRONOMIA
  • Nível: Mestrado
  • Ano da Tese: 2008
  • Tamanho: 3.58 MB
  • Fonte: Portal Domínio Público

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