Tolerância De Saccharum Spp., Ricinus Communis E Luffa Aegyptiaca A Herbicidas Utilizados Na Cultura Da Cana-De Açúcar – Fabrício Simone Zera

Tolerância De Saccharum Spp., Ricinus Communis E Luffa Aegyptiaca A Herbicidas Utilizados Na Cultura Da Cana-De Açúcar – Fabrício Simone Zera
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Resumo:

A camada de palha sobre o solo, oriunda da colheita da cana-de-açúcar, é uma barreira a germinação de plantas daninhas, proporcionando o aparecimento de espécies não comuns, como Ricinus communis (mamona) e Luffa aegyptiaca (bucha). Nesse contexto, objetivou-se avaliar a tolerância de cultivares de cana-de-açúcar, Ricinus communis e Luffa aegyptiaca aos herbicidas sulfentrazone, imazapic, isoxaflutole, clomazone e ametryn+trifloxysulfuron-sodiun. No primeiro experimento utilizou-se a testemunha e os herbicidas sulfentrazone (800 g ha-1), imazapic (147 g ha-1), isoxaflutole (112 g ha-1), clomazone (1100 g ha-1) e ametryn (1460 g ha-1) + trifloxysulfuron-sodium (37 g ha-1) sobre as soqueiras do terceiro corte das cultivares IACSP94-2094, IACSP94-2101, IACSP93-3046, IACSP94-4004, IAC86-2480 e RB72454 de cana-de-açúcar em pós-emergência. O delineamento foi em blocos ao acaso e em esquema de parcelas subdivididas. As cultivares foram alocadas nas parcelas e os herbicidas nas sub-parcelas, constituídas por cinco linhas de 8 m espaçadas de 1,5 m. Avaliou-se nas três linhas centrais de cada sub-parcela, os sintomas visuais de fitointoxicação nas folhas, teor de clorofila total e a eficiência fotoquímica (Fv/Fm) aos 15, 30 e 60 dias após aplicação (DAA), altura (cm) e estande de plantas (colmos m-1) aos 30, 90 e 180 DAA, aos, 270 DAA avaliou-se o diâmetro (cm), a estimativa de produtividade (t ha-1) e as análises tecnológicas, para obtenção de Brix%caldo, Pol%caldo e estimativas para AR%caldo, Pureza%caldo, Fibra%cana e ATR (t cana-1). No segundo experimento foram utilizados os mesmos herbicidas e doses sobre as cultivares IAC 80, IAC 2028, Guarani e silvestre de Ricinus communis. O delineamento foi em blocos ao acaso e em esquema de parcelas subdivididas com alocação dos herbicidas e testemunha nas parcelas e as espécies nas sub-parcelas, estas constituídas por 6 linhas de 3 m e espaçadas de 0,5 cm. Os herbicidas foram aplicados em pré-emergência das espécies, logo após semeadura nas sub-parcelas. Avaliou-se os sintomas visuais de fitointoxicação na parte aérea das plantas aos 15 e 30 DAA, utilizando-se da mesma escala do primeiro experimento, altura (cm), número e massa seca das plantas aos 30 DAA, realizadas nas três linhas centrais de cada sub-parcela. No terceiro experimento utilizou-se os mesmos herbicidas e doses sobre a espécie de Luffa aegyptiaca. O delineamento foi em blocos ao acaso com 06 tratamentos e quatro repetições, aplicados em pré-emergência. As parcelas foram também constituídas por 6 linhas de 3 m e espaçadas de 0,5 cm e as avaliações foram as mesmas utilizadas no experimento com Ricinus communis. As cultivares de cana-de-açúcar IACSP94-2094, IACSP93-3046, IACSP94-4004, IAC86-2480 e RB72454, especialmente a IACSP 94-2101, foram susceptíveis ao herbicida clomazone até aos 30 dias após aplicação, devido apresentarem manchas cloróticas nas folhas e menor teor de clorofila, porém, com posterior recuperação e sem comprometimento da produtividade e características tecnológicas. As cultivares de Ricinus communis foram susceptíveis aos herbicidas sulfentrazone, imazapic e isoxaflutole, Luffa aegyptiaca foi susceptível ao isoxaflutole e imazapic.

Detalhes:

  • Categoria: Teses e dissertações
  • Instituição: IAC/AGRICULTURA TROPICAL E SUBTROPICAL
  • Área de Conhecimento: AGRONOMIA
  • Nível: Mestrado
  • Ano da Tese: 2010
  • Tamanho: 16.33 MB
  • Fonte: Portal Domínio Público

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