Tolerância De Cana-De-Açúcar A Herbicidas Avaliada Pela Diferença Testemunha Pareada E Tratamento – Ana Regina Schiavetto

Tolerância De Cana-De-Açúcar A Herbicidas Avaliada Pela Diferença Testemunha Pareada E Tratamento – Ana Regina Schiavetto
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Resumo:

RESUMO – Com o objetivo de avaliar a tolerância de cultivares de cana-de-açúcar a misturas de herbicidas aplicados em pós-emergência inicial da cultura o experimento foi conduzido em área de produção comercial da Usina São Martinho, localizada no município de Pradópolis, SP. O estudo foi desenvolvido em campo no delineamento de blocos casualizados em esquema fatorial com 48 tratamentos em duas repetições. Os tratamentos foram constituídos pelas cultivares (RB855453; RB845257, SP90-3414, SP90-1638, SP89-1115; SP81-3250, IAC91-2218 e IAC91-5155) e pelos herbicidas T1=(sulfentrazone (500 g ha-1) + diuron (842,4 g ha-1) + hexazinone (237,6 g ha-1); T2=metsulfuron-methyl (6 g ha-1) + sulfentrazone (750 g ha-1); T3=diuron (842,4 g ha-1) + hexazinone (237,6 g ha-1) + clomazone (900 g ha-1); T4=metribuzin (1920 g ha-1) + diuron (842,4 g ha-1) + hexazinone (237,6 g ha-1); T5=diuron (1599 g ha-1) + hexazinone (201 g ha-1) + MSMA (360 g ha-1); T6=ametryn (1097,25 g ha-1) + trifloxysulfuron-sodium (27,75 g ha-1) + diuron (702 g ha-1) + hexazinone (198 g ha-1)) e uma testemunha pareada para cada parcela. Os herbicidas foram aplicados sobre a palha oriunda da colheita da cana-de-açúcar em pré-emergência das plantas daninhas e pós-emergência inicial da cultura. Todas as parcelas mantidas na ausência de plantas daninhas durante todo período experimental. Cada parcela foi constituída por seis linhas, sendo uma central de meia parcela, tratada (TH); e a central da outra meia parcela, testemunha pareada (TP). As outras linhas foram bordaduras Foram avaliados aos 20 e 50 dias após aplicação (DAA) os sintomas visuais de fitointoxicação, o teor relativo de clorofila total e a razão de fluorescência da clorofila a; medições de altura foram feitas aos 30, 90 e 180 DAA e de estande aos 30, 90 e 180 DAA. Por ocasião da colheita aos 210 DAA foram avaliados o diâmetro dos colmos, os teores de brix, pureza, pol, açúcares redutores (AR) do caldo, fibra da cana, açúcar total recuperado (ATR) e produção dos colmos (t ha-1). Para verificar se as diferenças médias (TP-TH) não diferem de zero, utilizou-se a estatística: t= (TP-TH)/( (QMRes/n)1/2 ou, de forma equivalente, a diferença mínima significativa com zero, dms0(TP-TH)=|t/( (QMRes/n)1/2)|, onde QMRes é o quadrado médio da análise de variância (com 47 graus de liberdade e p<0,05, t=2), n representa o número de repetições da respectiva média, 2 para comparações de herbicidas em um cultivar, 2.6=12 para comparações da média geral de cultivares. Concluiu-se que ocorreu recuperação das cultivares, quanto aos sintomas de intoxicação, teor de clorofila total, razão de fluorescência da clorofila a aos 50 DAA; altura e estande aos 180 DAA; nenhum prejuízo sobre o diâmetro, produção de colmos e qualidade tecnológica aos 210 DAA, evidenciando a tolerância das cultivares aos herbicidas testados.

Detalhes:

  • Categoria: Teses e dissertações
  • Instituição: UNESP/AGRONOMIA (GENÉTICA E MELHORAMENTO DE PLANTAS)
  • Área de Conhecimento: AGRONOMIA
  • Nível: Mestrado
  • Ano da Tese: 2010
  • Tamanho: 1,008.62 KB
  • Fonte: Portal Domínio Público

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