Tolerância Ao Calor Em Ovelhas De Raças De Corte Lanadas E Deslanadas No Sudeste Do Brasil – Cecília José Veríssimo

Tolerância Ao Calor Em Ovelhas De Raças De Corte Lanadas E Deslanadas No Sudeste Do Brasil – Cecília José Veríssimo
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Resumo:

O trabalho; composto de quatro experimentos; teve como objetivo geral avaliar a tolerância ao calor em ovinos; sua relação com a coloração do pelame e a presença ou ausência de lã em ovelhas de raças lanadas e deslanadas. Os experimentos foram conduzidos no Instituto de Zootecnia; localizado em Nova Odessa; Estado de São Paulo (22º42’S e 47º18’W; 570m de altitude). Nos primeiros três experimentos; avaliaram-se 83 ovelhas; das raças Santa Inês (31); Morada Nova (15); Texel (14); Suffolk (11) e Ile de France (12). O índice de tolerância ao calor (ITC) foi calculado pela fórmula 10 – (TR2 – TR1); através das temperaturas retais registradas às 13h (TR1); após duas horas em descanso na sombra; e às 15h; após uma hora de exposição à radiação solar direta e uma hora de descanso à sombra (TR2). No quarto experimento; 90 ovelhas; 18 de cada raça; foram avaliadas quanto à temperatura retal (TR) e freqüência respiratória (FR) às 8h; 13h (após duas horas em descanso à sombra); 14h (após uma hora de exposição ao sol); e depois a cada 15 minutos; na sombra; até às 15h; originando quatro TR2 para cálculo dos índices. Verificou-se que não houve diferença na tolerância ao calor entre animais da raça Santa Inês de pelagem clara e escura. A raça Texel (lanada) teve menor variação de temperatura entre os dois horários; e obteve melhor índice de tolerância ao calor (P < 0;05) do que a raça deslanada Morada Nova. Ovelhas das raças Suffolk e Ile de France tiveram altos índices de tolerância ao calor; independente do fato de estarem ou não tosquiadas. No experimento 4; ovelhas da raça Santa Inês tiveram TR inferiores (P < 0;05) à TR de algumas raças lanadas; às 13h; 14h; 14h30min e 14h45min. Em todas as raças; não houve diferença (P > 0;05) entre as TR medidas às 8h e 13h; assim como não foram encontradas diferenças (P > 0;05) entre elas quanto à TR da manhã e aos 60 min após o estresse (15h). As ovelhas deslanadas tiveram FR inferiores (P < 0;05) às lanadas. Não houve diferença (P > 0;05) entre o ITC calculado com base na TR2 aos 45 e 60 min pósestresse. Concluiu-se que o tempo de registro da TR2 para a espécie ovina pode ser antecipado de 60 para 45 minutos após o estresse; e que as ovelhas avaliadas estão adaptadas ao clima do Estado de São Paulo.

Detalhes:

  • Categoria: Teses e dissertações
  • Instituição: USP/ZOOTECNIA
  • Área de Conhecimento: ZOOTECNIA
  • Nível: Doutorado
  • Ano da Tese: 2008
  • Tamanho: 1.41 MB
  • Fonte: Portal Domínio Público

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