Tolerância A Salinidade Em Genótipos De Arroz, Cultivados Ex Vitro E In Vitro – Letícia Carvalho Benitez

Tolerância A Salinidade Em Genótipos De Arroz, Cultivados Ex Vitro E In Vitro – Letícia Carvalho Benitez
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Resumo:

As plantas; sob condições naturais; estão expostas a vários estresses ambientais que afetam seu metabolismo. Dentre estes; a salinidade dos solos e da água de irrigação é um dos mais sérios problemas para a agricultura irrigada. Sabendo que o germoplasma do arroz possui uma variabilidade genética para tolerância à salinidade; o objetivo deste trabalho; foi avaliar a germinação e o desenvolvimento inicial de plântulas de 10 genótipos de arroz; cultivados ex vitro e in vitro; por meio de caracteres morfológicos e agrupá-los para o caráter tolerância à salinidade. Foram realizados trabalhos em casa de vegetação e no sistema de cultura in vitro com as concentrações de 0; 68; 136 e 204 mM de NaCl acrescidos à solução nutritiva e ao meio de cultura; respectivamente. Após 21 dias do início de cada experimento; foram avaliadas a emergência de plântulas ex vitro e a germinação de sementes in vitro; além das médias dos caracteres altura da parte aérea; número de folhas; área foliar; comprimento de raiz; número de raiz e massa fresca e seca da parte aérea e do sistema radicular. Foram procedidas análises de variância; ajuste de regressões; cálculos de percentagem de redução e análise de dissimilaridade. A salinidade a atrasou a fase inicial de germinação e emergência de plântulas; exceto na concentração de 204 mM que foi inibitória para germinação das vi sementes in vitro. Todos os caracteres mensurados tiveram seu desenvolvimento reduzido em substrato salino; sendo os caracteres correspondentes à área foliar média e à fitomassa média da parte aérea e do sistema radicular os mais suscetíveis ao NaCl e número médio de folhas e de raiz os menos afetados pelo excesso de salinidade. Observou-se dissimilaridade entre os genótipos estudados para tolerância à salinidade nas duas condições experimentais; verificada pela formação de três grupos pelo método hierárquico UPGMA; em ambos sistemas de cultivo; e de cinco e dois grupos pelo método de otimização de Tocher no cultivo ex vitro e in vitro; respectivamente. As variáveis; área foliar média e massa seca média de raiz; contribuíram mais para a dissimilaridade entre os genótipos ex vitro; enquanto que massa fresca média da parte aérea e de raiz foram as que mais contribuíram para a dissimilaridade in vitro. A variável altura média da parte aérea foi a que menos contribuiu para a separação dos genótipos nos dois sistemas de cultivo. Pode-se concluir que o genótipo BRS Bojuru apresentou maior tolerância à salinidade; enquanto que BRS Ligeirinho mostrou maior sensibilidade nos dois trabalhos.

Detalhes:

  • Categoria: Teses e dissertações
  • Instituição: UFPEL/FISIOLOGIA VEGETAL
  • Área de Conhecimento: FISIOLOGIA VEGETAL
  • Nível: Mestrado
  • Ano da Tese: 2008
  • Tamanho: 757.42 KB
  • Fonte: Portal Domínio Público

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