Tolerância À Dessecação Em Sementes De Leucaena Leucocephala Durante A Germinação – Julio Maia De Oliveira

Tolerância À Dessecação Em Sementes De Leucaena Leucocephala Durante A Germinação – Julio Maia De Oliveira
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Resumo:

Objetivou-se, com o presente estudo, buscar um modelo para a avaliação da sensibilidade à dessecação baseado em sementes germinadas e, por meio de técnicas como eletroforese, citometria de fluxo e microscopia eletrônica de transmissão, investigar as alterações citológicas relacionadas à perda da tolerância à dessecação em radículas e raízes primárias de Leucaena leucocephala durante e após a germinação. Para tal, sementes germinadas com raízes de 1, 3 e 5 mm foram dessecadas em sílica gel até atingirem 50%, 40%, 30%, 20% e 8% de umidade, reidratadas e avaliadas quanto à sobrevivência. Radículas e raízes primárias (16, 24, 40 e 44 horas de embebição) foram coletadas e seu conteúdo de DNA nuclear foi mensurado por citometria de fluxo. Sementes germinadas com raiz primária de 3 mm foram secas a diferentes graus de umidade (50%, 40%, 30%, 20% e 8%) e suas raízes avaliadas quanto à integridade do DNA e à ocorrência de danos ultraestruturais. A sensibilidade à dessecação aumentou ao longo da germinação. No entanto, independente do comprimento de radícula, as sementes germinadas apresentaram baixa ou nenhuma sobrevivência após secagem até 8% de umidade. A maioria dos núcleos avaliados ao longo da embebição e após a protrusão radicular apresentou um maior conteúdo de DNA 2C, indicando que a maior parte das células avaliadas encontrava-se na fase G1 do ciclo celular. O percentual de núcleos 4C apresentou aumento significativo (p>0,05) após 24 horas de embebição e atingiu seu máximo quando o comprimento da raiz primária atingiu 1 mm, coincidindo com a redução da capacidade das sementes de tolerarem a dessecação. O padrão eletroforético referente à integridade do DNA genômico, obtido de raízes primárias, demonstrou não haver degradação do DNA ao longo da secagem. No entanto, a intensidade e a extensão dos danos ultraestruturais observados foram suficientemente grandes para anular a resiliência das células das raízes primárias e a consequente habilidade para retomar o crescimento normal.

Detalhes:

  • Categoria: Teses e dissertações
  • Instituição: UFLA/ENGENHARIA FLORESTAL
  • Área de Conhecimento: RECURSOS FLORESTAIS E ENGENHARIA FLORESTAL
  • Nível: Mestrado
  • Ano da Tese: 2009
  • Tamanho: 2.90 MB
  • Fonte: Portal Domínio Público

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