Todos Iguais… Todos Diferentes… Problematizando Os Discursos Que Constituem A Prática Curricular Da Secretaria Municipal De Educação Do Rio De Janeiro (Sme/Rj) – Débora Raquel Alves Barreiros

Todos Iguais… Todos Diferentes… Problematizando Os Discursos Que Constituem A Prática Curricular Da Secretaria Municipal De Educação Do Rio De Janeiro (Sme/Rj) – Débora Raquel Alves Barreiros
Acessar

Resumo:

Neste estudo; dedicamo-nos à análise os desdobramentos da proposta curricular da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro – Multieducação no cotidiano escolar; procurando verificar como são trabalhadas as diferenças culturais; de modo a entender o processo pelo qual se consolidam as políticas multiculturais assumidas no discurso da rede. Optamos por um abordagem metodológica que compreendesse o currículo como produção cultural; em que os conhecimentos e os poderes pudessem ser compreendidos como campo da significação; cenário em que as culturas lutam por legitimidade; um território contestado; que envolve a negociação de posições ambivalentes de controle e resistência. Nessa tentativa de pensar nas múltiplas possibilidades que os discursos podem oferecer além dos aspectos visíveis; recorremos à abordagem qualitativa de cunho etnográfico; que envolve a análise documental e a pesquisa participante. No desenvolvimento desta pesquisa; buscamos subsídios teóricos nos estudos culturais; pós-estruturais e pós-coloniais que vêm discutindo as interrelações entre currículo; identidade; cultura e diferença. Nos apropriamos principalmente dos estudos de Homi Bhabha; Jacques Derrida; Chantal Moufee e Ernesto Laclau quando abordam conceitos que envolvem a construção da diferença como prática discursiva e de significação: noções de discurso; enunciação; práticas articulatórias; negociação; hegemonia; entre-lugar; cadeia de equivalência; antagonismo/agonismo; significante vazio e a própria noção do sujeito. Concluímos que a busca por uma intensa atividade desconstrutiva significa propor a possibilidade da coexistência com o paradoxo: a permanência na fronteira; que caracteriza a indecidibilidade – os interstícios; os entre-lugares –; que pode gerar estruturas fecundas que possibilitem repensar as diferenças. Sabendo que o significado é construído nas práticas articulatórias; no campo da discursividade; compreendemos que os documentos norteadores da prática curricular da SME/RJ tem buscando ao longo dos anos a construção de pontos nodais; que possibilitem a prática pedagógica de acordo com os saberes hegemônicos; mas sem que com isso se perca o diálogo e negociação com os demais campos de saberes.

Detalhes:

  • Categoria: Teses e dissertações
  • Instituição: UERJ/EDUCAÇÃO
  • Área de Conhecimento: EDUCAÇÃO
  • Nível: Doutorado
  • Ano da Tese: 2009
  • Tamanho: 12.10 MB
  • Fonte: Portal Domínio Público

Faça download do ebook em PDF: