Titulação Do Limiar Convulsígeno E Segurança Cardiovascular – Celso Ricardo Bueno

Titulação Do Limiar Convulsígeno E Segurança Cardiovascular – Celso Ricardo Bueno
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Resumo:

A Eletroconvulsoterapia (ECT) é o tratamento biológico mais eficaz para quadros depressivos. Os estudos de seus aspectos técnicos são fundamentais tanto para compreensão dos mecanismos da ECT quanto para maximizar a eficácia e minimizar seus efeitos cognitivos. Existem muitos métodos para o cálculo da dose do estímulo elétrico e não há consenso em relação ao melhor. Sabe-se que doses muito elevadas tendem a ser eficazes; mas à custa de efeitos na memória. Embora o método de titulação seja ecomendado pela Associação Psiquiátrica Americana; muitos profissionais tem preocupação sobre a segurança cardiovascular deste procedimento; devido aos sucessivos estímulos frustros que levam a um aumento na incidência de bradicardia e/ou assistolia. O objetivo deste trabalho foi traçar o perfil dos pacientes submetidos ao método da titulação do limiar; verificando sua segurança cardiovascular. Para isso foi feito um estudo retrospectivo e 113 casos foram revistos no ano de 2007. A maioria (70;3%) recebeu aplicação bilateral e (62;8%) eram mulheres. O diagnóstico de depressão apareceu com mais freqüência (50;5%). A maioria (57;5%) necessitou de dois estímulos; (12;4%) necessitou de apenas um; (28;3%) necessitou de três e (1;8%) realizou quatro estímulos. A média de frequência cardíaca inicial foi de 79;6 bpm (DP = 17). O limiar convulsígeno variou de 16mC a 128mC (média = 58;9; DP 25;4). A relação do limiar convulsígeno foi significativamente menor com o posicionamento unilateral dos eletrodos (p < 0;001); mas não com sexo ou idade. Não foi encontrada associação com a medicação concomitante. A incidência de bradicardia aumentou com os estímulos frustros; mas não foi significante a relação entre o primeiro e segundo estímulos. Não houve complicações cardíacas significativas e nenhum paciente apresentou assistolia. Conclui-se que o método da titulação do limiar pode ser uma estratégia segura e mais precisa; uma vez que os fatores (sexo; idade e uso de medicamentos) não foram relacionados com o LCT; a baixa incidência de complicações cardiovasculares reforça-o como método de escolha. Não se pode descartar um efeito protetor do uso da atropina.

Detalhes:

  • Categoria: Teses e dissertações
  • Instituição: USP/PSIQUIATRIA
  • Área de Conhecimento: MEDICINA
  • Nível: Mestrado
  • Ano da Tese: 2009
  • Tamanho: 2.04 MB
  • Fonte: Portal Domínio Público

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