Till Death Do Us Part: Love And The Representation Of The Individual In Four Tragedies By William Shakespeare – Paulo Lúcio Scheffer Lima

Till Death Do Us Part: Love And The Representation Of The Individual In Four Tragedies By William Shakespeare – Paulo Lúcio Scheffer Lima
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Resumo:

A presente pesquisa focaliza as maneiras através das quais a experiência amorosa faz parte da trama de quatro tragédias shakespearianas: Romeu e Julieta, Otelo, Hamlet e Macbeth. Trata do herói trágico como indivíduo autônomo, liberto da força do destino e do controle dos deuses, diferentemente do que acontecia na tragédia clássica. O herói – ou a heroína – é um ser que se considera livre para fazer escolhas, sendo porém responsável pelas decisões tomadas, principalmente ante os poderes superiores dos quais ainda não se encontra totalmente desvencilhado, como família e estado. Entre as escolhas feitas está a escolha amorosa que, devido ao seu caráter pessoal, torna-se obstáculo para o herói trágico, já que é normalmente um indivíduo de vida pública, cujos atos particulares tendem a ganhar uma dimensão ampliada. Suas escolhas tornam-se trágicas quando rompem com a convenção, na busca de um valor individual que ainda está em formação durante o Renascimento. Desta maneira, percebe-se o quanto a experiência amorosa virá a fazer parte da representação deste indivíduo. Embora o amor não possa ser considerado o tema central das quatro tragédias analisadas neste trabalho, elas têm em comum o fato de retratar heróis e heroínas envolvidos em relacionamentos amorosos inseparáveis da ação trágica. As análises de traços da tragédia clássica e do início do teatro inglês, além de possibilitarem uma investigação do comportamento das sociedades medieval e renascentista em relação a certos conceitos, tais como indivíduo, amor e casamento, fornecem um valioso embasamento para o entendimento das razões pelas quais Shakespeare usou o tema do amor para interagir com a noção de responsabilidade individual e para participar da marcha do protagonista rumo ao seu fim trágico. O estudo de cada uma das quatro tragédias mostra quão diferentemente o bardo inglês lidava com a imbricação entre amor e liberdade de forma a refletir, em vários contextos, os novos modos de pensamento – dentre eles, a própria noção de indivíduo – que começaram a se estabelecer durante o Renascimento.

Detalhes:

  • Categoria: Teses e dissertações
  • Instituição: UERJ/LETRAS
  • Área de Conhecimento: LETRAS
  • Nível: Mestrado
  • Ano da Tese: 2008
  • Tamanho: 514.09 KB
  • Fonte: Portal Domínio Público

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