Testes Laboratoriais Para A Avaliação Do Desempenho Germinativo No Campo De Sementes De Lotes De Soja (Glycine Max (L.) Merrill) – Juliane Dossi Salum

Testes Laboratoriais Para A Avaliação Do Desempenho Germinativo No Campo De Sementes De Lotes De Soja (Glycine Max (L.) Merrill) – Juliane Dossi Salum
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Resumo:

O trabalho foi desenvolvido na Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias do Câmpus de Jaboticabal (UNESP), na Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” em Piracicaba (USP) e na Universidade Camilo Castelo Branco (UNICASTELO) em Fernandópolis, e teve por objetivo verificar a eficiência de alguns testes de vigor, conduzidos em laboratório, na previsão do desempenho germinativo de sementes de lotes de soja quando semeados sob condições de campo compatíveis com a prática agrícola. Foram avaliados nove lotes de sementes por meio dos seguintes testes laboratoriais: primeira contagem, padrão de germinação, envelhecimento acelerado, condutividade elétrica, frio, comprimento de plântula de acordo com procedimentos recomendados pela ISTA (1995), comprimento de plântulas de acordo com procedimentos recomendados pela ABRATES (1999), massa seca e emergência de plântulas no campo nas três localidades. O tempo de duração de cada teste foi também determinado. Os dados obtidos foram submetidos à análise de variância e as médias comparadas pelo teste Tukey a 5% de probabilidade. Dados da correlação entre resultados laboratoriais e desempenho germinativo no campo foram também determinados. Os resultados deste trabalho indicam que o produtor de sementes de soja dispõe de um número razoavelmente alto de testes entre os quais optar para avaliar, com um grau aceitável de confiança, o que esperar do desempenho germinativo de um lote de sementes quando semeado sob condições ambientais usuais para a prática agrícola. Os testes de maior precisão seriam os do envelhecimento artificial, o da condutividade elétrica e o do frio. Se, além da confiabilidade, ao produtor de sementes interessar também rapidez na obtenção de resultados, o teste da condutividade elétrica seria o mais indicado. Além desses testes, aos quais se convencionou chamar de “tradicionais”, o produtor de sementes teria, ainda, um alto número de testes de avaliação de plântulas dos quais poderia fazer uso. Dentre esses testes, destacam-se os que determinam o comprimento da plântula ou de parte dela, mais eficientes do que aqueles em que a plântula é avaliada por seu conteúdo de matéria seca. Esses testes todos têm duração entre 128 e 151 horas. Entre os testes de comprimento de plântulas, verificou-se que o procedimento básico indicado pela ISTA mostrou-se o menos sensível, supostamente pelo fato de que esta metodologia é mais indicada para sementes de germinação hipógea, e a soja é de germinação epígea. Destacam-se também os testes padrão de germinação e o da primeira contagem. Ambos foram de alta sensibilidade e de duração, respectivamente de 5 e 8 dias, durações essas que não se poderia considerar longas já que o teste de germinação é obrigatoriamente feito para atender exigência do processo de Certificação. Adotando um ou mais desses testes, seja em função de sua sensibilidade, seja em função de sua expediência, a empresa produtora de sementes de soja poderá ter grau de certeza relativamente alto do que esperar de lotes de sementes que vierem a ser semeados sob condições usuais para a prática agrícola.

Detalhes:

  • Categoria: Teses e dissertações
  • Instituição: UNESP/AGRONOMIA (PRODUÇÃO E TECNOLOGIA DE SEMENTES)
  • Área de Conhecimento: AGRONOMIA
  • Nível: Mestrado
  • Ano da Tese: 2009
  • Tamanho: 1.23 MB
  • Fonte: Portal Domínio Público

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