Teste De Permeabilidade Intestinal De Acúcares Como Marcadores Não Invasivos De Intolerância A Lactose – Ricardo Aires Correia

Teste De Permeabilidade Intestinal De Acúcares Como Marcadores Não Invasivos De Intolerância A Lactose – Ricardo Aires Correia
Acessar

Resumo:

Introdução. A intolerância a carboidratos; particularmente a lactose; decorre de vários fatores; primordialmente da deficiência de lactase. Fatores genéticos ou ambientais influenciam o desenvolvimento desta intolerância O diagnóstico da hipolactasemia do tipo adulto é habitualmente baseado no teste invasivo de tolerância a lactose; cuja sensibilidade varia de 74-94% e especificidade de 77-96%. Objetivo. Foi utilizado; neste estudo; um teste não invasivo para determinar simultaneamente a integridade da mucosa (presença ou não de lesão); área comprometida (extensão da lesão); permeabilidade da mucosa e integridade enzimática (dissacaridases) da borda em escova do enterócito e a influência da ingestão etílica habitual neste teste. Material e Método. A técnica de cromatografia líquida de alta precisão (HPLC) foi utilizada na determinação da excreção urinária dos açúcares lactose; lactulose; manitol e sacarose. O estudo foi de caso/controle; onde casos eram pacientes com teste de tolerância a lactose com curva plana e controles com teste de tolerância a lactose com curva normal. Foram selecionados 65 pacientes; sendo 31 com teste de tolerância a lactose negativo e 34 com teste positivo. Todos eram adultos; com idade variando de 21 a 68 anos. Resultados. As curvas de excreção da lactulose e do manitol (p=0;3511) não foram; per si; um parâmetro diferencial no diagnóstico de intolerância a lactose. A taxa de excreção lactulose/manitol; contudo; com p=0;0741; apesar do valor marginal; demonstra que este parâmetro é indicativo de alterações na permeabilidade da mucosa induzido pela intolerância a lactose. A análise da curva de ROC (Receiver Operating Characteristic) mostrou para a relação da taxa de excreção lactulose/manitol uma sensibilidade de 61;76% e uma especificidade de 60;00% em um ponto de corte de 0;0015. A curva de excreção da lactose com valor de p=0;1317; não se demonstrou um parâmetro significativo para o diagnóstico de intolerância a lactose. Realizou-se a estratificação da correlação da taxa de excreção lactulose/manitol e da excreção da lactulose para ingestão etílica habitual ou não-ingestão. Quando não há ingestão etílica habitual; a taxa de excreção lactulose/manitol não se mostrou um valor preditivo positivo para intolerância a lactose com valor de p=0;0876. Quando há ingestão etílica habitual; não se mostrou valor preditivo (p=0;2676). Conclusões. Os resultados sugerem que o teste de determinação da excreção urinária de açúcares (manitol; lactose; lactulose e sacarose); in vivo; se mostrou adequado e válido como parâmetro de avaliação funcional da mucosa intestinal. Contudo o teste não é suficientemente sensível e específico para diagnóstico de deficiência de lactose. A ingestão etílica habitual não induz a modificações da barreira funcional intestinal e é incapaz de interferir no resultado do teste diferencial de excreção de açúcares.

Detalhes:

  • Categoria: Teses e dissertações
  • Instituição: UFC/FARMACOLOGIA
  • Área de Conhecimento: FARMACOLOGIA
  • Nível: Doutorado
  • Ano da Tese: 2007
  • Tamanho: 9.58 MB
  • Fonte: Portal Domínio Público

Faça download do ebook em PDF: