Teste Biol�Gico Para Detectar Barreira Qu�Mica Em Amostras De Subsolos �Cidos – Priscila Almozara Ravazzi

Teste Biol�Gico Para Detectar Barreira Qu�Mica Em Amostras De Subsolos �Cidos – Priscila Almozara Ravazzi
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Resumo:

O presente estudo teve como objetivo desenvolver teste biol�gico para aplica��o na rotina de laborat�rios de an�lises de solo; visando detectar barreira qu�mica em subsolos �cidos (insatisfat�rio teor de Ca2+ e/ou excesso de Al3+) e verificar a possibilidade de corre��o pela aplica��o de fosfogesso. O experimento foi conduzido sob condi��es controladas de laborat�rio; utilizando cinco amostras de subsolos �cidos; coletados na camada de 80 a 100 cm; e apresentando composi��o qu�mica diferentes. As esp�cies vegetais utilizadas foram: trigo comum (Triticum aestivum) e trigo duro (Triticum durum); cultivares IAC 370 e ANAHUAC; respectivamente; escolhidas em fun��o da moderada e baixa toler�ncia ao alum�nio t�xico. O delineamento experimental foi o inteiramente ao acaso; com quatro tratamentos e cinco repeti��es; totalizando 20 unidades experimentais para cada solo e esp�cie vegetal. Os tratamentos foram: (i) controle; (ii) calagem com carbonato de c�lcio p.a. para eleva��o da satura��o por bases a 70%; (iii) fosfogesso em dose equivalente � calagem em termos de Ca2+; e (iv) metade da dose de fosfogesso equivalente � calagem em termos de Ca2+. Foram utilizados frascos pl�sticos com volume de 130 mL (5 cm de di�metro x 7;5 cm de altura); os quais foram preenchidos com 100 g de solo ap�s serem misturados com os respectivos tratamentos; e 10 mL de uma solu��o de KNO3. Os solos foram incubados por um per�odo de 7 dias; ap�s a umidade ser ajustada a 80% da capacidade de campo com aplica��o de �gua deionizada; e ao final deste per�odo as sementes foram pr�-germinadas em papel especifico (GERMITEST) por aproximadamente 24 horas; e transplantadas para os frascos. Ap�s 4 dias do transplantio; os par�metros avaliados foram: consumo de �gua; altura e massa seca da parte a�rea e comprimento radicular. Os dados foram analisados estatisticamente por meio de an�lise de vari�ncia e teste de Scott-Knott 5% para compara��o das m�dias entre os tratamentos. Verificou-se que as vari�veis consumo de �gua e massa seca da parte a�rea n�o se mostraram adequadas para avalia��o; n�o havendo diferencia��o significativa entre os tratamentos. Para altura de parte a�rea observou-se que n�o houve diferen�a entre os tratamentos; para as duas esp�cies de trigo; havendo exce��o apenas para o solo LVd2; no qual a aplica��o do fosfogesso em sua maior dose; mostrou-se t�o favor�vel quanto � de CaCO3. O comprimento radicular das pl�ntulas de Triticum aestivum; com resist�ncia moderada ao alum�nio mostrou melhores respostas com a aplica��o do fosfogesso. De modo geral; a aplica��o de CaCO3 e fosfogesso; em todas as amostras; aumentaram o comprimento radicular significativamente; o que j� era esperado para o tratamento com CaCO3; em fun��o do fornecimento de Ca. Contudo; observou-se que os tratamentos com fosfogesso apresentaram resultados similares e; em alguns casos; seu efeito foi mais ben�fico. Constatou-se que os teores de alum�nio diminu�ram e os de c�lcio aumentaram; propiciando melhores resultados de crescimento radicular em fun��o da melhoria das condi��es limitantes ao desenvolvimento da planta. Tamb�m foi realizada especia��o i�nica do alum�nio; presente na solu��o extra�da de tr�s dos solos utilizados no teste biol�gico; em que o fosfogesso foi aplicado em diferentes doses; para analise da din�mica do alum�nio na solu��o do solo. O delineamento experimental foi o inteiramente ao acaso; com cinco tratamentos e cinco repeti��es; num total de 25 unidades experimentais para cada solo. Os tratamentos foram: (i) controle; (ii) 1/4 da dose de fosfogesso equivalente a de carbonato de c�lcio para eleva��o do �ndice de satura��o por bases a 70%; (iii) metade da dose de fosfogesso equivalente a de carbonato de c�lcio para eleva��o do �ndice de satura��o por bases a 70%; (iv) fosfogesso em dose equivalente a de carbonato de c�lcio para eleva��o do �ndice de satura��o por bases a 70%; (v) dobro da dose de fosfogesso equivalente a de carbonato de c�lcio para eleva��o do �ndice de satura��o por bases a 70%. Constatou-se que houve uma redu��o da concentra��o da forma t�xica do alum�nio (Al3+). Os resultados evidenciam papel importante do fl�or na redu��o da forma t�xica do alum�nio; uma vez que este teve sua concentra��o diminu�da a partir da aplica��o do fosfogesso; sendo este um insumo que pode vir a minimizar a toxidez de Al3+ nos solos utilizados.

Detalhes:

  • Categoria: Teses e dissertações
  • Instituição: IAC/AGRICULTURA TROPICAL E SUBTROPICAL
  • Área de Conhecimento: AGRONOMIA
  • Nível: Mestrado
  • Ano da Tese: 2009
  • Tamanho: 845.74 KB
  • Fonte: Portal Domínio Público

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