Staphylococcus Aureus Enterotoxigênicos : Pcr Para Detecção Em Queijo Minas Frescal E Caracterização Do Agrupamento Egc Em Isolados Obtidos Em Alimentos De Origem Animal – Fernando Zocche

Staphylococcus Aureus Enterotoxigênicos : Pcr Para Detecção Em Queijo Minas Frescal E Caracterização Do Agrupamento Egc Em Isolados Obtidos Em Alimentos De Origem Animal – Fernando Zocche
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Resumo:

Staphylococcus aureus é; entre as bactérias do gênero; a espécie mais relacionada a casos e/ou surtos de intoxicação alimentar; devido à capacidade de produzir até 22 diferentes enterotoxinas (EE). O microrganismo pode ser encontrado facilmente em alimentos de origem animal; principalmente leite e derivados; razão pela qual estes alimentos estão intimamente relacionados com os casos e surtos da doença. A detecção tradicional de S. aureus em alimentos é laboriosa; exige o uso de vários meios de cultura; além de equipamentos e mão de obra especializada. A introdução da PCR (reação em cadeia da polimerase) em diagnóstico microbiano veio potencializar métodos de análise baseados em seqüências de ácidos nucléicos; estabelecendo uma alternativa viável aos métodos tradicionais de cultura e testes imunológicos utilizados para a detecção e caracterização de S. aureus enterotoxigênicos. Dessa forma; este trabalho teve como objetivos padronizar uma técnica para extração de DNA de S. aureus enterotoxigênicos diretamente de queijo Minas Frescal artificialmente contaminado; amplificar; por PCR; os genes sea; seb; sec; sed; see; seg; sei; selj; selm e selo; tendo como molde o DNA de S. aureus extraído diretamente de queijo Minas Frescal artificialmente contaminado; e; detectar; por PCR; os genes do agrupamento egc (seg; sei; selm; seln e selo); tendo como molde o DNA de S. aureus isolados de diferentes produtos de origem animal. Para a padronização da extração do DNA de S. aureus em queijo Minas Frescal artificialmente contaminado; foram adaptados dois métodos já descritos na literatura; os quais foram denominados métodos A e B. O método A foi baseado na remoção de componentes da matriz alimentar; tais como gordura e proteínas; através de solventes orgânicos; enquanto o método B; baseou-se na utilização de centrifugação e proteinase K para remoção da gordura e proteínas; respectivamente. Após extração do DNA pelos dois métodos; realizou-se PCR para amplificar fragmentos de genes de EE. Com o DNA obtido pelo método A; foi possível amplificar fragmentos dos genes sea; codificador da enterotoxina estafilocócica A (EEA); seb (EEB); sec (EEC); sed (EED); see (EEE); sei (EEI) e selj (EElJ); quando S. aureus encontrava-se numa concentração ≥106UFC.g-1 de queijo. Já com o DNA obtido a partir do método B foi possível amplificar fragmentos dos genes sea (EEA); sed (EED); sei (EEI) e selj (EElJ) em concentrações de até 102UFC.g-1 de queijo e dos genes seb (EEB); sec (EEC); see (EEE) e seg (EEG) em concentrações ≥103UFC.g-1. S. aureus produz EE suficiente para causar intoxicação alimentar estafilocócica somente quando atinge concentração celular de; aproximadamente; 105UFC.g-1 de alimento; ou seja; com o DNA obtido pelo método B foi possível detectar S. aureus enterotoxigênicos em queijo Minas Frescal artificialmente contaminado antes desse microrganismo alcançar níveis potencialmente perigosos para a saúde humana. O método B foi mais eficiente que o método A; possibilitando amplificação de genes de EE em concentrações de S. aureus de até 102UFC.g-1 de queijo. Após a padronização; o método B foi utilizado para extração de DNA de S. aureus em queijo Minas Frescal artificialmente contaminado; objetivando-se detectar; por PCR; dez genes de EE com sensibilidade adequada para avaliar a conformidade do produto em relação a legislação brasileira. Desenvolveu-se; então; PCR específica para amplificação dos genes sea; seb; sec; sed; see; seg; sei; selj; selm e selo; as quais apresentaram sensibilidade ≥102UFC de S. aureus por grama de queijo. Com a extração de DNA e a PCR proposta neste estudo é possível detectar S. aureus enterotoxigênico em queijo Minas Frescal artificialmente contaminado antes desse microrganismo alcançar níveis capazes de causar a doença; além de permitir verificar se o produto atende aos parâmetros microbiológicos legais para esse microrganismo. Visando-se avaliar a presença de genes pertencentes ao agrupamento egc (seg; sei; selm; seln e selo) em S. aureus isolados em diferentes alimentos de origem animal e relacionar sua presença com a origem das cepas; extraíram-se o DNA de 41 cepas de S. aureus; sendo 14 oriundas de carcaça de frango; 14 de leite cru; 8 de embutidos cárneos e 5 de queijo. Após; realizou-se PCR para amplificação de um fragmento do agrupamento egc; de 3375pb e amplificaram-se; individualmente; fragmentos dos genes pertencentes ao agrupamento. O perfil enterotoxigênico das cepas de S. aureus variou de acordo com a sua origem; sendo elevada a prevalência de cepas isoladas em carcaças de frangos que possuíam todos os genes do agrupamento e reduzida naquelas oriund…

Detalhes:

  • Categoria: Teses e dissertações
  • Instituição: UFPEL/CIÊNCIA E TECNOLOGIA AGROINDUSTRIAL
  • Área de Conhecimento: CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE ALIMENTOS
  • Nível: Doutorado
  • Ano da Tese: 2008
  • Tamanho: 1.01 MB
  • Fonte: Portal Domínio Público

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