Solos Da Bacia Do Alto Rio Grande (Mg): Base Para Estudos Hidrológicos E Aptidão Agrícola – Alexandre Romeiro De Araujo

Solos Da Bacia Do Alto Rio Grande (Mg): Base Para Estudos Hidrológicos E Aptidão Agrícola – Alexandre Romeiro De Araujo
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Resumo:

A exploração agrícola em bases sustentáveis requer um planejamento de uso que considere a vocação natural das terras e sua capacidade de suportar a interferência antrópica; preconizando práticas de manejo que possam garantir produtividades compensadoras; mantendo a degradação ambiental em um nível aceitável. Essas informações podem ser obtidas inicialmente por meio da realização de um levantamento pedológico. O objetivo deste trabalho é; portanto; identificar; caracterizar e cartografar os solos da Bacia do Alto Rio Grande em âmbito de reconhecimento de alta intensidade; da nascente ao reservatório de Itutinga; fornecendo uma caracterização completa da região quanto aos solos existentes; bem como mapas; em papel e em meio eletrônico; da distribuição geográfica dos solos; da aptidão agrícola e um básico para fins de estudos hidrológicos. O levantamento abrangeu uma área de 6.270 km2 e foi realizado na escala de 1:100.000. Constatou-se a presença de várias classes de solo; dentre elas: Cambissolo Háplico; Latossolo Vermelho-Amarelo; Latossolo Vermelho; Neossolo Litólico; Cambissolo Húmico; Neossolo Flúvico; Latossolo Amarelo; Gleissolos Háplicos e Organossolos; nesta ordem de predominância. Em geral; os solos da região são bastante intemperizados e encontram-se; na maioria das vezes; em relevo ondulado. Os Cambissolos Háplicos dominam amplamente a Bacia do Alto Rio Grande e estima-se que a área ocupada por eles é em torno de 3.887 km2. A unidade de mapeamento dominante na bacia é a CXbd11; que ocupa aproximadamente 978 km2 ; sendo caracterizada por Cambissolo Háplico em relevo ondulado sobre granito-gnaisse. A bacia é dominada por Cambissolos e Latossolos; sendo que os últimos tendem a ocupar relevos menos movimentados quando comparados aos primeiros. Quando originados de quartzitos ou rochas pelíticas com orientação horizontalizada das camadas; os Cambissolos; juntamente com os Neossolos Litólicos; tendem a variar de rasos a pouco profundos mesmo em áreas menos movimentadas; sendo os solos com maiores problemas para o uso agrícola. Além disso; a adjetivação cascalhento (epi ou endo) não é incomum nos Cambissolos e Neossolos Litólicos da região. O uso mais expressivo dado às terras da Bacia do Alto Rio Grande são as pastagens; sejam elas plantadas ou não; o que; de certa forma; ajuda a explicar os sérios problemas da economia regional. Apesar disso; principalmente na parte setentrional da bacia; existem alguns nichos de agricultura tecnificada; incluindo uso da irrigação. De maneira geral; os solos da bacia possuem baixo potencial de armazenamento de água e são pobres quimicamente; principalmente os Cambissolos; e apresentam sérios problemas físicos; como o encrostamento superficial e o baixo armazenamento de água; característica prejudicial ao desenvolvimento das plantas. Uma das principais causas do baixo potencial de recarga de aqüíferos da bacia está relacionada à associação de baixa condutividade hidráulica; à pequena espessura dos Cambissolos e à ocupação de relevos mais movimentados; que conferem a estes solos; juntamente com os Neossolos Litólicos; as piores condições de recarga de aqüíferos da região. O principal grupo de aptidão agrícola encontrado para a Bacia foi o grupo 6; que indica aptidão restrita para lavouras perenes e abrange aproximadamente 3.350 km2. Os solos com aptidão para lavouras de ciclo longo (5c e 4C) concentram-se na região de influência do reservatório de Itutinga/Camargos; parte norte da bacia; e correlacionam-se com a maior proporção de Latossolos nesta região.

Detalhes:

  • Categoria: Teses e dissertações
  • Instituição: UFLA/CIÊNCIA DO SOLO
  • Área de Conhecimento: AGRONOMIA
  • Nível: Doutorado
  • Ano da Tese: 2006
  • Tamanho: 7.83 MB
  • Fonte: Portal Domínio Público

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