Sobreviver Ao Câncer De Mama: Vivências De Mulheres Fora De Tratamento E O Fenômeno Da Resiliência – Mariana Forgerini

Sobreviver Ao Câncer De Mama: Vivências De Mulheres Fora De Tratamento E O Fenômeno Da Resiliência – Mariana Forgerini
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Resumo:

As taxas de câncer de mama aumentam a cada ano, classificando o Brasil entre um dos países com maior incidência deste tipo de câncer em todo o mundo. Este dado revela que esta ainda é uma doença permeada por intensos sentimentos de vergonha e medo, que fazem com que muitos dos pacientes mantenham silêncio e não procurem auxílio médico. Em se tratando do câncer de mama, estes sentimentos parecem ser ainda mais intensos agravados pelo medo da mutilação de uma parte do corpo considerada como um dos principais símbolos da identidade feminina. Avanços na área da Oncologia têm proporcionado diagnósticos mais precoces e tratamentos mais efetivos para diversos tipos de cânceres, como também a cura para alguns casos e um aumento expressivo na possibilidade de sobrevivência dos pacientes oncológicos. No caso de câncer de mama, atualmente já é possível uma abordagem menos mutiladora de tratamento, bem como a reconstrução total da mama perdida. Entretanto, por ser uma doença fortemente vinculada à idéia de morte, provoca uma marca existencial, presente mesmo em pacientes que sobreviveram a tal enfermidade. Tendo em vista que o significado do câncer na vida de uma pessoa que vivencia ou vivenciou esta situação é muito particular e pessoal, este estudo, buscou investigar as vivências de mulheres que estão fora do tratamento de câncer de mama ou em fase de controle da doença, identificando os mecanismos de proteção que apareceram nos relatos das participantes como importantes para a adaptação à vida após o adoecimento e o tratamento do câncer, bem como modos de ser que puderam ser compreendidos como indicadores de resiliência, no processo de enfrentamento do câncer. Neste estudo, de natureza qualitativa, fundamentado no método fenomenológico de investigação, foram entrevistadas dez mulheres, com idades entre 53 e 78 anos, que haviam se submetido ao tratamento de câncer de mama e que se encontravam no período de controle da doença, fora de tratamento há no mínimo cinco anos. As entrevistas transcritas foram analisadas de acordo com os pressupostos do método fenomenológico, tendo como base os passos propostos por Martins e Bicudo (1989) e Valle (1997).

Detalhes:

  • Categoria: Teses e dissertações
  • Instituição: UNESP/BAU/PSICOLOGIA DO DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM
  • Área de Conhecimento: PSICOLOGIA
  • Nível: Mestrado
  • Ano da Tese: 2010
  • Tamanho: 1.25 MB
  • Fonte: Portal Domínio Público

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