Sobre O Romance Lusófono, A Permanência Criativa De Eça De Queirós: Relações Transliterárias Entre Eça De Queirós E Cinco Romancistas Contemporâneos – Francisco José Sampaio De Melo

Sobre O Romance Lusófono, A Permanência Criativa De Eça De Queirós: Relações Transliterárias Entre Eça De Queirós E Cinco Romancistas Contemporâneos – Francisco José Sampaio De Melo
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Resumo:

Segmentada em duas partes; a tese trata das relações transliterárias entre a obra e a vida de Eça de Queirós e o romance lusófono contemporâneo. Cinco foram os romances de temática queirosiana abordados: As batalhas do Caia; de Mário Cláudio; Nação crioula; de José Eduardo Agualusa; A visão de Túndulo por Eça de Queirós; de Miguel Real; A bela angevina; de José-Augusto França; e Cem anos sem uma valsa; de Manuel Córrego. Na primeira parte; fizemos um apanhado teórico que abrangeu tanto a investigação a respeito da intertextualidade quanto a teoria da personagem; com o intuito de fornecer um embasamento teórico para a análise que se segue das narrativas contemporâneas pesquisadas. No levantamento sobre a intertextualidade; buscamos apoio teórico sobremodo nos escritos de Gérard Genette sobre o tema. No apanhado sobre a personagem; nós nos fixamos particularmente na teoria da personagem de Philippe Hamon. Na segunda parte; tratamos da permanência de Eça de Queirós nos romances lusófonos selecionados. Investigamos como cada um dos romancistas estudados utilizou o legado queirosiano na construção de sua obra. Mário Cláudio; em As batalhas do Caia; dialoga com um projeto de texto de Eça de Queirós. José Eduardo Agualusa; em Nação crioula; com A correspondência de Fradique Mendes. Miguel Real; em A visão de Túndulo; simula um texto que poderia ter sido escrito por Eça de Queirós. José-Augusto França; em A bela angevina; põe o cônsul português a cortejar uma formosa francesa. Manuel Córrego; em Cem anos sem uma valsa; ressuscita a protagonista de A tragédia da Rua das Flores. Todos os romancistas analisados; enfim; prestam seu culto ao grande mito das letras portuguesas; seja pela retomada de seus textos; seja por transformar Eça de Queirós num personagem demasiadamente interessante às abordagens ficcionais dos autores lusófonos da virada do século XX ao XXI.

Detalhes:

  • Categoria: Teses e dissertações
  • Instituição: PUC/RS/LINGÜÍSTICA E LETRAS
  • Área de Conhecimento: LETRAS
  • Nível: Doutorado
  • Ano da Tese: 2008
  • Tamanho: 804.19 KB
  • Fonte: Portal Domínio Público

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