Sobre A Distinção Entre Os Usos Imanente E Transcendente Do Conceito De Infinito Na Crítica Da Razão Pura – Fábio Tenório De Carvalho

Sobre A Distinção Entre Os Usos Imanente E Transcendente Do Conceito De Infinito Na Crítica Da Razão Pura – Fábio Tenório De Carvalho
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Resumo:

Procuramos na Crítica da Razão Pura a resposta à seguinte pergunta: o que caracteriza os usos imanente e transcendente do conceito de infinito? Para o exame do uso transcendente; elegemos as duas antíteses que compõem respectivamente as duas primeiras antinomias cosmológicas da razão pura. A primeira antítese determina que o universo é infinito no espaço e eterno no tempo; ao passo que a segunda estabelece que é infinita a série completa da divisão das partes das substâncias compostas. Concluímos que ambas as antíteses são falsas e transcendentes porque implicitamente assumem o ponto de vista do realismo transcendental; o que as leva a conceber o universo e a série inteira das partes das substâncias como totalidades existentes em si e a atribuir a essas duas entidades assim concebidas uma infinitude atual. Já o uso imanente do conceito de infinito é contemplado em duas ocasiões. Em primeiro lugar; ao tratarmos da transformação das idéias constitutivas de universo espaço-temporal e de totalidade das partes das substâncias materiais em idéias regulativas. Neste caso; também o infinito deixa de ser uma propriedade das coisas em si e transfigura-se no simples conceito de uma regra da razão. Em segundo lugar; ao analisarmos as teses de Kant sobre a matemática e o modo como tais teses prevêem o uso legítimo e imanente do conceito de infinito pela Geometria; Aritmética; Álgebra e Cálculo.

Detalhes:

  • Categoria: Teses e dissertações
  • Instituição: UFMG/FILOSOFIA
  • Área de Conhecimento: FILOSOFIA
  • Nível: Mestrado
  • Ano da Tese: 2006
  • Tamanho: 731.67 KB
  • Fonte: Portal Domínio Público

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