Situação Epidemiológica Da Filariose Linfática Bancroftiana No Município De Maceió, Estado De Alagoas – Anderson Brandão Leite

Situação Epidemiológica Da Filariose Linfática Bancroftiana No Município De Maceió, Estado De Alagoas – Anderson Brandão Leite
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Resumo:

A filariose linfática bancroftiana é uma doença parasitária; negligenciada; conhecida popularmente como elefantíase; devido a uma de suas manifestações clínicas crônicas. É uma enfermidade antroponótica; provocada por um helminto nematóide da espécie Wuchereria bancrofti (Cobbold; 1877) (Spirurida: Onchocercidae). A bancroftose ocorre em 83 países; localizados em regiões tropicais e subtropicais e é considerada pela Organização Mundial da Saúde como a segunda causa mundial de incapacidade para o trabalho. Com o objetivo de verificar a atual distribuição da filariose linfática em Maceió; tendo como base estudos anteriores; foram realizados na cidade inquéritos hemoscópicos e entomológico. Os Inquéritos hemoscópicos foram realizados utilizando a gota espessa de sangue (GE); em uma amostra aleatória de 20.025 escolares noturnos; matriculados em 143 escolas públicas que abrangem os 50 bairros da cidade; em uma amostra de 1.418 funcionários do período noturno das mesmas escolas públicas e 546 militares do 59º Batalhão de Infantaria Motorizada do Exército Brasileiro. Também foram avaliadas por GE; a família do único microfilarêmico encontrado; composta por quatro indivíduos e 239 famílias de atuais e antigos vizinhos deste paciente; com um total de 943 indivíduos. O inquérito entomológico; para o qual se adotou a metodologia de xenomonitoramento; foi realizado em uma área da cidade onde se detectou o único paciente microfilarêmico diagnosticado durante o estudo. Para isto; foram capturadas nas residências do microfilarêmico e de seus vizinhos; e examinadas pela PCR; 478 fêmeas ingurgitadas de mosquitos da espécie Culex quinquefasciatus (Say; 1823) (Diptera: Culicidae). Nos inquéritos hemoscópicos realizados entre os escolares noturnos e militares do Exército não foi diagnosticado nenhum microfilarêmico. Entre os funcionários das escolas foi diagnosticado apenas um indivíduo microfilarêmico residente no bairro Benedito Bentes; localidade considerada indene para filariose linfática na cidade; porém o parasitado era antigo residente do bairro Jacintinho; endêmico para a enfermidade. O único microfilarêmico detectado no estudo apresentou microfilaremia considerada muito baixa (4 mf/mL de sangue). O inquérito hemoscópico realizado entre os atuais vizinhos (Benedito Bentes – 336 indivíduos) e os antigos vizinhos de área endêmica (Jacintinho – 607 indivíduos) não detectou microfilarêmicos. O inquérito entomológico revelou que não havia exemplares de mosquitos com DNA de W. bancrofti na residência do microfilarêmico e na sua região circunvizinha. Verificou-se que o único microfilarêmico; que residia há 10 anos na área indene; não possuía importância epidemiológica como fonte de infecção (reservatório) possivelmente devido a sua baixa microfilaremia. Estes resultados; associados a dados recentemente divulgados; que relatam diminuição significativa da prevalência da enfermidade na área endêmica da cidade; sugere que não está havendo transmissão da filariose linfática bancroftiana na cidade de Maceió.

Detalhes:

  • Categoria: Teses e dissertações
  • Instituição: UFAL/CIÊNCIAS DA SAÚDE
  • Área de Conhecimento: PARASITOLOGIA
  • Nível: Mestrado
  • Ano da Tese: 2008
  • Tamanho: 6.14 MB
  • Fonte: Portal Domínio Público

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