Sistemas De Condução E Interceptação Da Radiação Solar, Sobre A Produção E Qualidade Do Pêssego – Evandro Pedro Schneider

Sistemas De Condução E Interceptação Da Radiação Solar, Sobre A Produção E Qualidade Do Pêssego – Evandro Pedro Schneider
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Resumo:

Com o objetivo de promover o melhor aproveitamento da área produtiva e a antecipação do retorno do capital investido, os fruticultores tendem a implantar pomares mais compactos e adotam sistemas de manejo de copa diferenciados. No entanto, tais modificações no sistema produtivo interferem no desenvolvimento vegetativo da planta e podem provocar alteração na produtividade do pomar e na qualidade dos frutos. Vários trabalhos relacionados à poda e ao adensamento de pomares estão sendo desenvolvidos, mas todos apresentam alguma limitação quanto à avaliação da interceptação da radiação solar. Para tentar superar essas limitações e avançar no conhecimento do comportamento vegetativo e produtivo do pessegueiro, o presente experimento foi instalado, em pomar do Centro Agropecuário da Palma, na Universidade Federal de Pelotas, a 31º52’00’’ de latitude sul e 52º21’24’’ de longitude oeste, localizado no município de Capão do Leão – RS. A hipótese é a interceptação da radiação solar é alterada pelo sistema de condução das plantas. O objetivo foi avaliar a influência do sistema de condução na interceptação da radiação solar, na produção e qualidade dos pêssegos das cultivares Eldorado e Jubileu. As plantas foram enxertadas sobre o porta-enxerto Capdeboscq, implantadas no ano 2000 e conduzidas nos sistemas Líder central, Ypsilon e Vaso em espaçamento de 1,5 metros entre plantas e 5,5 metros entre linhas, dispostas no sentido norte-sul. Foram avaliadas a radiação interceptada, albedo da cultura, eficiência da radiação interceptada, desenvolvimento vegetativo, área foliar, índice de clorofila, diferenciação floral, frutificação efetiva, qualidade fisicoquímica dos frutos e a produtividade estimada. Como resultado os sistemas Líder central e o Vaso apresentam maior interceptação de radiação, já o tamanho e a massa seca das folhas, são alterados em função do estrato. A arquitetura da planta não interfere no tamanho do ramos vegetativos, na diferenciação de gemas, nem na frutificação efetiva. Os frutos apresentam menor massa e qualidade inferior no estrato baixo para todos os sistemas, e o “Vaso” apresenta maior produtividade, acompanhado do “Ypsilon” mostrando-se mais adaptados que o “Líder central” para o espaçamento e o manejo testado.

Detalhes:

  • Categoria: Teses e dissertações
  • Instituição: UFPEL/AGRONOMIA
  • Área de Conhecimento: AGRONOMIA
  • Nível: Mestrado
  • Ano da Tese: 2010
  • Tamanho: 2.11 MB
  • Fonte: Portal Domínio Público

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