Relação Da Fertilidade De Sêmen Bovino Congelado Com Testes De Avaliação Espermática “In Vitro” – Jeanne Broch Siqueira

Relação Da Fertilidade De Sêmen Bovino Congelado Com Testes De Avaliação Espermática “In Vitro” – Jeanne Broch Siqueira
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Resumo:

O objetivo deste estudo foi avaliar a relação entre os testes complementares (teste hiposmótico – teste HO, teste de termo-resistência lento – TTR e teste de reação acrossômica – RA) com os testes de avaliações convencionais (aspectos físicos e morfológicos) de sêmen bovino congelado/descongelado, relacionando os valores com os índices de prenhez. Utilizou-se 23 partidas de sêmen congelado/descongelado de 13 touros adultos da raça Nelore. O sêmen foi coletado e diluído em meio tris-gema de ovo, envazado em palhetas finas (0,25 mL) com concentração de 25 x 106 espermatozóides total por dose. A avaliação física do sêmen constituiu-se de motilidade espermática progressiva retilínea e vigor espermático pósdescongelamento. Os defeitos espermáticos foram classificados em maiores, menores e totais. Para o teste HO, 20 L de sêmen congelado/descongelado, foi adicionado a 1,0 mL de uma solução de frutose na concentração de 100mOsm/L previamente aquecida à 37ºC, e posteriormente incubado por uma hora. O TTR consistiu em submeter as partidas de sêmen pós-descongelamento à incubação em banho Maria à 37ºC durante 3 horas (T0: 0 hora; T1: 60 minutos; T2: 120 minutos; T3: 180 minutos), avaliando-se a motilidade e o vigor espermático. Para realização do teste de reação acrossômica foi utilizada a técnica do Naftol amarelo/eritrosina B para identificar a porcentagem de espermatozóides com acrossoma reagido após o processo de congelamento/descongelamento. Realizou-se a correlação simples de Pearson entre os testes HO, TTR e RA com a motilidade espermática pós-descongelamento e a taxa de prenhez. A taxa de prenhez entre partidas dentro e entre touros foi avaliada pelo teste de Qui-quadrado a 5% de probabilidade de erro. Análise de regressão logística foi efetuada no intuito de avaliar os efeitos fixos tais como: efeito do touro, partida, retiro, status reprodutivo e inseminadores. Os valores médios da motilidade espermática progressiva retilínea pós-descongelamento avaliados pelo TTR foram de 53,48% (T0), 43,69% (T1), 35,88% (T2) e 33,04% (T3). A porcentagem de células reativas ao teste HO encontrada foi de 37,89%. Correlação positiva e de média intensidade foi encontrada para a motilidade espermática progressiva retilínea pós-descongelamento e o teste HO (0,21). Entretanto, a correlação da motilidade no T3 com o teste HO foi alta (0,64), demonstrando que os espermatozóides que mantiveram a integridade de sua membrana plasmática após a criopreservação, permaneceram viáveis por mais tempo. A porcentagem de células que apresentaram acrossoma reagido pósdescongelamento foi de 9,85%. Correlações negativas de média e alta intensidade (- 0,25 e -0,46, respectivamente) foram encontradas para o teste de reação acrossômica com a motilidade espermática progressiva retilínea pós-descongelamento e após 3 horas de incubação. Não houve correlação (p>0,05) do TTR, teste HO, RA e motilidade pós-descongelamento com a taxa de gestação. Não houve neste estudo, um parâmetro que considerado isoladamente, avaliasse a capacidade fertilizante do sêmen, visto que a viabilidade espermática é uma questão multifatorial associada a características de integridade estrutural e funcional de seus componentes. Portanto, as características estudadas, não podem ser consideradas isoladamente para avaliar com acurácia, a capacidade fertilizante do sêmen congelado/descongelado.

Detalhes:

  • Categoria: Teses e dissertações
  • Instituição: UFV/MEDICINA VETERINÁRIA
  • Área de Conhecimento: MEDICINA VETERINÁRIA
  • Nível: Mestrado
  • Ano da Tese: 2004
  • Tamanho: 467.67 KB
  • Fonte: Portal Domínio Público

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