O Lugar Do Médico E Seus Impasses A Partir Da Clínica Contemporânea Da Anorexia E Bulimia Prof. – Ufmg Prof. – Puc/Rio Prof. – Ufmg Prof. – Puc/Minas – Ufmg – Beatriz Espírito Santo Nery Ferreira

O Lugar Do Médico E Seus Impasses A Partir Da Clínica Contemporânea Da Anorexia E Bulimia Prof. – Ufmg Prof. – Puc/Rio Prof. – Ufmg Prof. – Puc/Minas – Ufmg – Beatriz Espírito Santo Nery Ferreira
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Resumo:

O lugar do médico; como discurso; sofreu grandes transformações desde a criação da medicina por Hipócrates. Um importante passo foi dado na passagem da Idade Média para o Renascimento; quando a concepção naturalista do homem cedeu lugar; na medicina; à concepção de corpo biológico. O médico; o doente e a doença; tríade indissociável na medicina antiga; separaram-se e tomaram corpo próprio. Os desdobramentos pelos quais passaram o pensamento humano nas eras moderna e pósmoderna exerceram profunda influência na medicina. A medicina era exercida; à época de Hipócrates; dentro de uma ambivalência entre conhecimento teórico e arte; mas foi; progressivamente; imergindo na ciência. O presente estudo; um ensaio teórico; desenvolve as conseqüências dessas modificações nos lugares daquela tríade; através dos impasses clínicos trazidos por novas formas contemporâneas de adoecer; como a anorexia e a bulimia. A história da medicina é investigada; para tentar-se identificar os marcos para as modificações nesta tríade; tendo em vista a relação dos médicos com a ciência. A medicina científica da pós-modernidade exclui a subjetividade do doente e do médico. Uma das reações dos doentes dá-se em formas de adoecer que desafiam os médicos. Estes; por sua vez; reagem atônitos; agarrando-se ainda mais à técnica; mesmo que às custas de ainda maior perda da subjetividade. A angústia apresenta-se de maneira muito aguda para o médico e cada um reage como pode. O perigo da imersão do homem na ciência e na técnica é a perda por este de sua essência de homem livre. Mas; ao questionar seu lugar diante da medicina atual; o médico pode escolher entre continuar seus progressos; tendo a ciência apenas como aliada; ou continuar imerso nela. De toda forma; seja qual for a escolha; ele será sempre responsável por ela. A psicanálise está presente neste estudo como a forma encontrada para a possibilidade de a medicina tomar outra direção; sem abrir mão da ciência ou retornando à práticas antigas; numa direção na qual a subjetividade possa ressurgir. Propõe-se o diálogo entre médicos e psicanalistas; difícil; mas não impossível; como uma forma de aplacar a angústia que se manifesta tanto nas formas de adoecer dos doentes; quanto nas formas de reação dos médicos. Formas atuais que; decididamente; demonstram que o homem perdeu sua essência de homem livre.

Detalhes:

  • Categoria: Teses e dissertações
  • Instituição: UFMG/CIÊNCIAS DA SAÚDE
  • Área de Conhecimento: MEDICINA
  • Nível: Doutorado
  • Ano da Tese: 2008
  • Tamanho: 2.92 MB
  • Fonte: Portal Domínio Público

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