O Conceito De Gênero No Mst: Um Estudo Da Sua Produção Escrita – Gislaine Da Nóbrega Chaves

O Conceito De Gênero No Mst: Um Estudo Da Sua Produção Escrita – Gislaine Da Nóbrega Chaves
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Resumo:

Investigamos como o conceito de gênero figura na produção escrita do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Utilizamos uma abordagem sócio-histórica e educativa na análise das cartilhas, cadernos e de alguns artigos encontrados em coletâneas produzidas por este sujeito educativo. A análise de conteúdo proposta por Bardin (1977) norteou o trato com as fontes. O recorte cronológico, de 1988 a 2000, permitiu-nos identificar suas condições de produção, circulação e difusão, a relação entre os conceito de gênero e de classe, assim como seus principais elementos político-educativos. A crise do paradigma norteado pelo socialismo real provocou a necessidade de revisão de conceitos e práticas adotadas na academia e nos movimentos sociais. Na produção escrita do Movimento Sem Terra, a classe social aparece como um conceito sinalizador de uma permanência que foi revisada, figurando como articulado ao conceito de gênero. O Movimento denuncia a situação de opressão à mulher, luta por sua formação e participação enquanto militante. Este sujeito educativo percebeu o papel de arbitragem da mulher no interior da família, como também sua representatividade eleitoral e política nos processos de mudança social. A década de 1980 apontou para a redemocratização e inserção da mulher em projetos e programas sociais via organizações internacionais e nacionais. Essa conjuntura, motivada pelo movimento de mulheres e pelo Movimento Feminista, iniciados na primeira metade do século XX, e, posteriormente, aliados à pressão das mulheres trabalhadoras rurais, dos parceiros externos do Movimento e de seu próprio reconhecimento sobre a importância da inserção e participação efetiva da mulher nos seus quadros, resultou no desejo de massificação de suas ações. Isso impulsionou a produção escrita sobre as relações de gênero em intervalos cada vez menores (1988, 1996, 1998, 2000, 2001, 2003 e 2004). Verificamos, também, que a educação popular no Movimento, quanto ao conceito de gênero, tende a ser aprofundada na documentação escrita, já que existem, nessa produção, elementos que sugerem a inserção de outras categorias de análise como o recorte étnico e geracional, de uma metodologia dialógica, ancorada na educação popular, evidenciando abertura a outros campos de estudo e vertentes teóricas. Essa tessitura sugere a seguinte tese: as relações de gênero, no Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, se coadunam à educação popular contemporânea, uma vez que tende a incluir diversas dimensões da opressão, além da opressão de classe e de gênero, à sua práxis político-educativa, desafiando paradigmas tradicionais e desafiando-se no traçado de objetivos e estratégias condizentes com o seu projeto de mudança social.

Detalhes:

  • Categoria: Teses e dissertações
  • Instituição: UFPB/J.P./EDUCAÇÃO
  • Área de Conhecimento: EDUCAÇÃO
  • Nível: Doutorado
  • Ano da Tese: 2009
  • Tamanho: 4.02 MB
  • Fonte: Portal Domínio Público

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