Níveis De Irrigação E Doses De Potássio Aplicados Por Gotejamento Na Cultura Da Bananeira Para A Região Da Chapada Do Apodi – Ce – Solerne Caminha Costa

Níveis De Irrigação E Doses De Potássio Aplicados Por Gotejamento Na Cultura Da Bananeira Para A Região Da Chapada Do Apodi – Ce – Solerne Caminha Costa
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Resumo:

A região da Chapada do Apodi; no nordeste do Ceará; vem se destacando nos últimos anos como um dos principais agropólos de produção e comercialização de frutas tropicais do Estado e também no nordeste brasileiro; principalmente no que se refere ao agronegócio da bananicultura irrigada. Nessa região as variedades Prata Anã; Pacovan e Prata Graúda (Pacovan Apodi) são as mais plantadas pelas empresas e produtores que comercializam seus produtos em função dos consumidores locais e estados vizinhos. As variedades do grupo Cavendish para exportação; tais como; Nanica e Nanicão; também se apresentam em crescimento; principalmente com as grandes empresas multinacionais. Neste trabalho objetivou-se estudar os efeitos de níveis de irrigação e doses de potássio aplicado por gotejamento nos aspectos de desenvolvimento vegetativo; nutrição das plantas; na produtividade e na qualidade dos frutos da bananeira Pacovan Apodi; bem como avaliar a eficiência do uso da água pela bananeira nas condições edafoclimáticas locais. O experimento foi realizado no período de março de 2006 a setembro de 2007; no campo experimental da Empresa FRUTACOR; com a parceria do Departamento de Engenharia Agrícola da UFC e do Instituto CENTEC-FATEC/LN; o qual está localizado no Distrito de Irrigação Jaguaribe-Apodi (DIJA); situado no município de Limoeiro do Norte; Estado do Ceará; cujas coordenadas geográficas são 5o10’38” de latitude Sul; 38o00’21” de longitude a Oeste de Greenwich e altitude de 144;6 m. Foi utilizado o delineamento experimental de blocos casualizados em parcelas subdivididas com três repetições. Os tratamentos resultaram da combinação entre cinco níveis de irrigação e quatro doses de potássio. Os níveis de irrigação foram L1; L2; L3; L4 e L5; equivalentes a 50%; 75%; 100%; 125% e 150%; respectivamente; da lâmina média de água evapotranspirada pela bananeira; determinadas em dois lisímetros de drenagem com uma planta no centro. As doses de potássio foram 0;00; 0;406; 0;947 e 1;353 kg de K2SO4 (sulfato de potássio) por planta no ciclo; respectivamente; K1; K2; K3 e K4. As fertirrigações foram realizadas semanalmente a partir do segundo mês do plantio por um conjunto Venturi. A evapotranspiração de referência (ETo) foi determinada utilizando os dados climáticos obtidos numa estação automatizada Campbell CR 23X instalada na área experimental; a partir da equação de Penman-Monteith FAO 56 no programa REF ET. Os volumes totais de água consumidos nos ciclos foram de 7.772;66 litros e 6.329;07 litros; com média de 30;48 litros dia-1 (5;08 mm dia-1) e 29;03 litro dia-1 (4;84 mm dia-1); para a planta-mãe e planta-filha; respectivamente. Os valores de Kc médios para os diferentes estádios de desenvolvimento da cultura (início; meio e final); foram respectivamente; 0;67; 1;30 e 1;02; no primeiro ciclo de cultivo; e 1;09; 1;21 e 0;71 para o segundo ciclo de cultivo. O índice de área foliar somente tendeu a crescimento com o aumento da lâmina de irrigação. A concentração de potássio na folha da planta só foisignificativamente influenciada pelos níveis de irrigação (planta-mãe; média de 27;0 g kg-1) e apresentou aumento linear com as doses de potássio (planta-filha; média de 30;08 g kg-1). Dentre os parâmetros morfológicos de desenvolvimento das plantas avaliados; o número de folhas emitidas (média de 34;82 folhas/ciclo) e o ritmo de emissão foliar (média de 5;74 folhas/mês) tiveram comportamento estatístico semelhante e sem efeito significativo nos tratamentos efetuados. Já os demais parâmetros (circunferência do caule; largura e comprimento da 3a folha; e o total de área foliar); todos revelaram efeitos significativos apenas para os níveis de irrigação adotados e apresentaram médias de 98;7 cm; 85;4 cm; 235;7 cm e 15;2 m²; respectivamente. A produtividade foi influenciada pelos tratamentos testados e os maiores valores encontrados de peso do cacho sem o engaço foram: 31;91 kg no tratamento L3K4 (plantamãe) e 42;12 kg em L5K4 (planta-filha); com média geral de 30;49 kg nos dois ciclos de cultivo. A eficiência do uso da água em função dos níveis de irrigação teve comportamento decrescente com o aumento da quantidade de água aplicada nas diferentes doses de potássio testadas. A qualidade do fruto quanto à concentração de potássio e sólidos solúveis totais na polpa não foi influenciada pelos tratamentos realizados; o que somente ocorreu nos seus parâmetros físicos. Os volumes de água aplicados e a máxima produtividade da cultura nas diferentes doses de potássio foram; respectivamente; (a) função água-cultura para K2: 10.492 L/planta por ciclo e 54;51 to/ha; (b) função água-cultura para K3: 12.069 L/planta por ciclo e 57;17 ton/ha e (c) função água-cultura para K4: 9.711 L/planta por ciclo e 61;00 ton/ha.

Detalhes:

  • Categoria: Teses e dissertações
  • Instituição: UFV/ENGENHARIA AGRÍCOLA
  • Área de Conhecimento: ENGENHARIA AGRÍCOLA
  • Nível: Doutorado
  • Ano da Tese: 2009
  • Tamanho: 10.89 MB
  • Fonte: Portal Domínio Público

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