Não-Preferência Para Oviposição, Alimentação E Antibiose De Plutella Xylostella (L.,1758) (Lepidoptera: Plutellidae) Por Genótipos De Couve (Brassica Oleracea L. Var. Acephala D.C.) – Sonia Regina Alves Tagliari

Não-Preferência Para Oviposição, Alimentação E Antibiose De Plutella Xylostella (L.,1758) (Lepidoptera: Plutellidae) Por Genótipos De Couve (Brassica Oleracea L. Var. Acephala D.C.) – Sonia Regina Alves Tagliari
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Resumo:

A couve comum (Brassica oleracea L. var. acephala DC) pertence à família Brassicaceae e de provável origem a região mediterrânea; atualmente têm ampla distribuição nos cinco continentes; desenvolvendo-se bem em temperaturas amenas; entretanto resiste bem ao frio e a geadas leves. No Brasil; a produção está localizada predominantemente em pequenas áreas do centro-sul do Brasil. O consumo das brássicas está associado ao seu alto valor nutricional; como fonte de vitaminas; minerais e fibras; bem como na prevenção de certos tipos de câncer; além de suas folhas apresentarem altos teores de fibras; imprescindíveis para boa digestão. Dentre os fatores que podem comprometer a produção encontram-se o inseto-praga Plutella xylostella (L.; 1758) (Lepidoptera: Plutellidae); conhecida no Brasil como traça-das-crucíferas que ataca cultivares de couve; repolho; brócolis; cenoura e aipo. Seus danos são graves ao limbo foliar; chegando a comprometer economicamente a cultura; ocorrendo em todas as regiões produtoras de brássicas do país apresentando maiores populações em períodos quentes e secos. Nesse contexto; o trabalho teve por objetivos identificar genótipos de couve com fonte de resistência a P. xylostella determinando-se os tipos não-preferência para oviposição; alimentação e antibiose. Os testes de não-preferência para alimentação foram realizados com os genótipos: Manteiga de Ribeirão Pires I-2620; Roxa I-919; Manteiga I-1811; Manteiga de São Roque I-1912; Gigante I-915; Manteiga I-916; Crespa I-918; Manteiga de Ribeirão Pires I-2446; Crespa de Capão Bonito; Manteiga de Tupi; Manteiga de Jundiaí; Manteiga de Mococa; Manteiga de São José; Manteiga de Monte Alegre; Pires 2 de Campinas; Comum; Couve de Arthur Nogueira 2; Couve de Arthur Nogueira 1. Nestes experimentos realizaram-se testes com e sem chance de escolha; com lagartas de primeiro instar (recém-eclodidas) e quarto ínstar avaliados por 24 horas. Demonstraram ser menos atrativos e consumidos pelas lagartas de P. xylostella os genótipos Couve de Arthur Nogueira 1; Manteiga de Monte Alegre e Roxa I-919; em teste com chance de escolha. Em teste sem chance de escolha os genótipos menos atrativos para as lagartas foram: Comum; Pires 2 de Campinas e Roxa I-919; e o genótipo mais atrativo e consumido por P. xylostella destacou Manteiga de Ribeirão Pires I-2620. Os testes de não-preferência para oviposição utilizou-se os genótipos: Manteiga de Ribeirão Pires I-2620; Roxa I-919; Manteiga de São José; Manteiga de Monte Alegre; Pires 2 de Campinas; Comum; Couve de Arthur Nogueira 2; Couve de Arthur Nogueira 1; liberando-se três casais por genótipo; totalizando 24 casais por gaiola; sendo avaliado o número de ovos; 48 horas após a liberação. Para os testes sem chance foi liberado um casal por genótipo; contando-se o número de ovos; também 48 horas após a liberação. O genótipo Manteiga de Ribeirão Pires I-2620 apresentou resistência do tipo não-preferência para oviposição; em teste com chance de escolha. Todos os genótipos foram suscetíveis; no teste sem chance de escolha. Para as avaliações de antibiose utilizaram-se os mesmos genótipos dos testes de não-preferência para oviposição. Lagartas recém-eclodidas foram mantidas em discos de folha de cada genótipo de 8 cm de diâmetro e acondicionados em placa de Petri. As pupas foram individualizadas em “poços” de microplacas para teste Elisa. Foram analisados os seguintes parâmetros: a duração e viabilidade das fases larval e pupal e razão sexual. Na primeira geração o genótipo Couve de Arthur Nogueira 2 prolongou a duração da fase pupal das fêmeas e reduziu a viabilidade total de P. xylostella; enquanto o genótipo Manteiga de Ribeirão Pires I-2620 foi o mais suscetível na primeira geração. Na segunda; os genótipos Couve de Arthur Nogueira 1 e 2 prolongaram a duração da fase larval e reduziram a viabilidade larval da traça. O genótipo Manteiga de São José foi o mais suscetível nessa geração. A razão sexual não apresentou diferenças significativas para as duas gerações. O genótipo que propiciou a maior longevidade na primeira geração para machos com alimentação e fêmeas com e sem alimentação foi Couve de Arthur Nogueira 1. Na segunda geração o genótipo Manteiga de São José propiciou maior longevidade de machos e fêmeas sem alimento; enquanto Couve de Arthur Nogueira 1 propiciou insetos menos longevos. O número de ovos por fêmea não foi afetado pelos genótipos testados em ambas as gerações. O número de ovos por fêmea foi maior na segunda geração; independente do genótipo estudado.

Detalhes:

  • Categoria: Teses e dissertações
  • Instituição: UNESP/JAB/AGRONOMIA (GENÉTICA E MELHORAMENTO DE PLANTAS)
  • Área de Conhecimento: AGRONOMIA
  • Nível: Mestrado
  • Ano da Tese: 2007
  • Tamanho: 379.52 KB
  • Fonte: Portal Domínio Público

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