Microencapsulação De Óleo De Peixe Utilizando Goma Arábica/Maltodextrina E O Complexo Caseína-Pectina/Maltodextrina – Patricia De Castro Moreira Dias

Microencapsulação De Óleo De Peixe Utilizando Goma Arábica/Maltodextrina E O Complexo Caseína-Pectina/Maltodextrina – Patricia De Castro Moreira Dias
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Resumo:

As matérias-primas de origem natural, como o óleo de peixe (OP), são uma fonte rica em ácidos graxos poliinsaturados, do tipo ômega-3 e ômega-6. Essas substâncias são também conhecidas como alimentos funcionais, os quais participam de importantes atividades fisiológicas no organismo. No entanto, essas substâncias são altamente suscetíveis a processos de oxidação, em função do seu grau de insaturação. A oxidação destes sistemas resulta na perda de seu valor nutricional além, de alterar o sabor dos produtos que as contém. Muitos têm sido os estudos no intuito de minimizar este efeito oxidativo, entre eles, destacam-se a utilização de agentes antioxidantes e a microencapsulação. Diversos materiais, tanto de origem sintética quanto natural são descritos na literatura para formação de microcápsulas. Dentre os materiais de origem natural se destacam: os carboidratos, as proteínas, as gomas, e alguns lipídios. A proposta desse trabalho foi a preparação e caracterização de microcápsulas contendo óleo de peixe utilizando os como biopolímeros: a goma arábica/maltodextrina (GA+MD) e o complexo caseína-pectina/maltodextrina (CP+MD) acrescidos ou não de mistura antioxidante (ALT). As microcápsulas foram obtidas por dois processos: atomização por spray dryer e coacervação complexa, seguida de secagem em spray dryer, respectivamente. A eficiência do processo de encapsulação foi determinada através de análise gravimétrica. A estabilidade química das microcápsulas, após estocagem por 28 dias a 40ºC e 75% de umidade relativa, foi determinada pelos valores de índice de peróxido e das TBARS A eficiência total de microencapsulação GA-MD foi: 99,61% para GA+MD+OP (1:1:1), 99,56% para GA+MD+OP+ALT (1:1:1) e 97,11% para GA+MD+OP+ALT (1:2:1). Para as preparações CP-MD a eficiência total de encapsulação foi de 97,61%, 97,51% e 98,54% para CP+MD+OP (1:1:1), CP+MD+OP+ALT (1:1:1) e CP+MD+OP+ALT (1:2:1), respectivamente. A análise microscópica por MEV demonstrou que tanto as microcápsulas de GA-MD quanto às de CP-MD apresentaram um formato esférico e depressões na superfície. As micrografias de partículas rompidas de GA-MD demonstraram uma fina parede que reveste o óleo de peixe, aprisionando-o na microcápsula, indicando a formação de um sistema mononucleado. Os estudos de estabilidade química das microcápsulas demonstraram que a adição de agentes antioxidantes não alterou ou preveniu o processo oxidativo. Além disso, as diferentes preparações de microcápsulas apresentaram comportamento similar entre si, indicando um grande aumento nos índices de peróxido a partir do 14º dia, acompanhado pelo aumento das TBARS. No entanto, o complexo caseína-pectina/maltodextrina foi mais eficiente na prevenção da oxidação que a mistura polimérica goma arábica/maltodextrina sugerindo ser ser uma alternativa promissora para microencapsulação de óleo de peixe.

Detalhes:

  • Categoria: Teses e dissertações
  • Instituição: UFRJ/CIÊNCIAS FARMACÊUTICAS
  • Área de Conhecimento: FARMÁCIA
  • Nível: Mestrado
  • Ano da Tese: 2009
  • Tamanho: 2.36 MB
  • Fonte: Portal Domínio Público

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