Investigação Das Possíveis Atividades Antinociceptiva E Antiinflamatória Do Extrato Etanólico De Raiz De Pouteria Ramiflora Radlk – Enéas De Andrade Fontes Júnior

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Resumo:

O uso de plantas na medicina popular, visando o tratamento de algumas patologias, sejam centrais ou periféricas, pode ter alguma base científica. O objetivo do presente estudo foi investigar as atividades antinociceptivas e antiinflamatórias do extrato etanólico da raiz de Pouteria ramiflora (EEPr). Para esta pesquisa foram usados camundongos Suíços machos, com 3 meses de idade. A toxicidade do extrato foi testada. Doses nas faixas de 100, 500 ou 1.000 mg/kg, administradas por gavagem, foram usadas para avaliar-se a toxicidade aguda. Nesta investigação, os camundongos foram observados quanto a qualquer mudança comportamental por um período de 4h a partir da administração do EEPr. Essas observações também foram realizadas com 12 e 24h. Os animais toleraram a dose de 100 mg/kg, sem ocorrer nenhuma espécie de toxicidade ou mortalidade. As mortes ocorreram somente com as doses de 500 ou 1000 mg/kg. Três modelos experimentais de nocicepção foram usados para examinar o efeito analgésico do EEPr, envolvendo tanto estímulos nociceptivos químicos (ácido acético e formalina), quanto térmico (placa aquecida). Os extratos das plantas e os solventes foram todos dados por gavagem, 1h antes dos estímulos químicos ou térmicos. Os controles positivos, morfina ou indometacina, foram usados para comparar as respostas farmacológicas dos EEPr. A atividade antiinflamatória foi estudada em ratos Wistar (n=4), através do modelo da bolsa de ar, com inflamação induzida por carragenina (1 mg/kg). A partir do exsudato inflamatório foram feitas culturas de células para examinar as concentrações de óxido nítrico e a atividade da adenosina deaminase. Os resultados mostraram uma inibição das contorções abdominais induzidas pelo ácido acético, aumentado tempo de reação no teste da placa quente e uma inibição da primeira (0-5 min) e segunda fases (15-30 min) no teste da formalina. O EEPr foi capaz de inibir a migração celular, a síntese de óxido nítrico e a atividade da adenosina deaminase, com efeitos mais potentes que a indometacina. Tomados em conjunto, os resultados sugerem uma potente atividade antinociceptiva e antiinflamatória dos EEPr em doses que não apresentaram toxicidade aguda. Os exatos mecanismos de ação que estão envolvidos com essas respostas ainda não foram identificados até o presente momento. Estudos complementares devem ser realizados na tentativa de se conhecer, não somente os exatos mecanismos analgésicos e antiinflamatórios apresentados pelos EEPr, mas também quais os seus constituintes que estão diretamente relacionados com aquelas atividades.

Detalhes:

  • Categoria: Teses e dissertações
  • Instituição: UFPA/NEUROCIÊNCIAS E BIOLOGIA CELULAR
  • Área de Conhecimento: BIOLOGIA GERAL
  • Nível: Mestrado
  • Ano da Tese: 2004
  • Tamanho: 3.27 MB
  • Fonte: Portal Domínio Público

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