Inventário De Arachnida De Solo Do Núcleo Cabuçu Do Parque Estadual Da Cantareira, Guarulhos, São Paulo, Brasil (Arthropoda, Arachnida) – Carlos Leandro Firmo

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Resumo:

Atualmente, o conhecimento da biodiversidade tem sido valorizado pela sociedade por seu valor intrínseco. Porém, no caso dos aracnídeos ainda não foram propostos métodos objetivos para a utilização desta informação na conservação da Natureza e como indicadores ambientais. Atualmente, há grandes esforços para se implantar metodologias eficientes para que os estudos sejam bem sucedidos Os estudos aracnológicos sempre foram realizados sem uma metodologia que permitisse a comparação entre inventários realizados em diferentes regiões e por diferentes pesquisadores. O esforço de coleta, a padronização das amostras e as técnicas de captura variavam muito e raras vezes foram descritas. Os dados deste estudo pertencem ao projeto temático do Grupo de Estudos em Arachnida da Universidade Guarulhos intitulado “Biodiversidade de Arachnida (Arthropoda, Chelicerata), exceto Acari, dos Núcleos Águas Claras, Cabuçu e Engordador do Parque Estadual da Cantareira, São Paulo, Brasil” processo de autorização de coleta e transporte do IBAMA n.º 02027.0127772/02-20, e autorizado pelo Conselho Técnico do Instituto Florestal n.º 42.474/2002. Este projeto temático é de responsabilidade do pesquisador Carlos Leandro Firmo (coordenador do G.E.A/UnG) e agora aluno desta instituição. Para as coletas foram utilizadas armadilhas de queda ou “pitfall traps”. Nelas, o período de coleta ou, o tempo decorrido da instalação das armadilhas até a sua retirada, foi de uma semana (7 dias), totalizando 112 dias de amostragens em campo durante a realização deste projeto. Durante a semana em que as armadilhas estiveram montadas, houve um monitoramento a cada dois dias para verificar suas condições (obstruções diversas, transbordamento em períodos de chuva) e para evitar a depredação. A triagem, identificação e o trabalho com os dados, foram realizados no laboratório do G.E.A/UnG entre cada coleta semestral. As áreas estudadas foram definidas como área 01, área 02, área 03 e área 04. Área 01, com vegetação em médio estágio de regeneração, situada próxima a um antigo forno de carvão. Coordenadas S 23º 23’ 41.6’’/ W 46º 32’ 04.7’’ e S 23º 23’ 43.1’’/WO 46º 32’ 02.4’’, Área 02 melhor preservada de todas (em estagio médio de regeneração), localizada ao longo de uma trilha, denominada “Trilha da Cachoeira”. Coordenadas S 23º 23’ 42.0’’/WO 46º 31’ 54.3’’, Área 03 localizada na margem esquerda da represa do Cabuçu. Constituída de mata secundária em estágio inicial de regeneração e por exemplares esparsos de Pinus sp. Coordenadas S 23º 23’ 50.7’’/WO 46º 31’ 49.2’’, área 04 localizada a margem direita da represa do Cabuçu. Constituída de um faixa de Pinus sp. seguida de uma área de mata secundária. Coordenadas S 23º 23’ 50.2’’/WO 46º 31’ 47.6’’. As armadilhas de queda eram constituídas de potes plásticos de 500ml e 10cm de diâmetro, enterradas no solo até a altura de sua abertura. Este método captura os aracnídeos que caminham sobre o solo durante seu forrageio. Em cada área, foram instaladas 50 armadilhas posicionadas a um metro de distância uma da outra. O período de captura utilizado foi de uma semana nos meses de janeiro de 2004 e 2005 e julho de 2004 e 2005 – caracterizando duas fases de campo nas estações quente-úmida e fria-seca, cada armadilha constituindo uma unidade amostral. Foram montadas 200 amostras por período de coleta, totalizando 800 durante este estudo. Estimativas de Biodiversidade foram calculadas, baseadas no acúmulo de espécies em relação ao aumento do esforço de coleta (método de Michaelis-Menten) e baseadas na proporção de espécies raras e abundantes, ou que ocorrem em uma ou mais unidades amostrais (Jacknife 1, Jacknife 2, Chao 1, Chao 2, ACE, ICE e Bootstrap). As análises de biodiversidade foram realizadas com o programa EstimateS, versão 8.0 desenvolvido por Colwell (2007). Foram coletados 799 amostras, das quais 607 (75.96%) eram amostras válidas com pelo menos um exemplar adulto e 192 (24.04%) amostras inválidas, contento espécimes jovens. Isto resultou em 3754 espécimes de aranhas, sendo 2777 (73.97%) adultos e 977 juvenis (26.03%). Nos espécimes juvenis foram realizadas viii observações detalhadas, a fim de verificar epígeno em desenvolvimento e incluí-los nas análises de espécimes adultos. As famílias que apresentaram maiores quantidades de morfotipos foram Salticidae (15), Theridiidae (8) e Ctenidae (6). O número de espécimes coletados por família foi Araneidae (289 espécimes), Salticidae (278), Amaurobiidae (273), Zoridae (236) e Ctenidae (207). Todos os métodos de estimativas de riqueza foram influenciados pelo tamanho total da amostra e pela distribuição dos espécimes ao longo do período de amostragem, pois todos os métodos atingiram um patamar estável. Tal estabilidade nunca foi observada em outro trabalho sobre Araneae. A estabilidade das curvas de riqueza ao longo deste estudo, não sofreu influencia significativa do método escolhido ou das áreas selecionadas, mas do número de amostragens e do período amostrado.

Detalhes:

  • Categoria: Teses e dissertações
  • Instituição: UNESP/BOT/CIÊNCIAS BIOLÓGICAS (ZOOLOGIA)
  • Área de Conhecimento: ZOOLOGIA
  • Nível: Mestrado
  • Ano da Tese: 2009
  • Tamanho: 14.11 MB
  • Fonte: Portal Domínio Público

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