Interesses Hegemônicos Na Margem Da Periferia: Ação Política De Dirigentes Industriais Em Feira De Santana (1963–1983) – Jhonatas Lima Monteiro

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Resumo:

Esta dissertação tem como tema a ação dos dirigentes industriais de Feira de Santana, na Bahia, em torno da política de industrialização local, entre 1963 e 1983. O intuito central do trabalho foi analisar de que forma esses agentes, articulados com frações de classe e agentes políticos a nível nacional e regional, ao construir uma estratégia de consenso para si em uma área periférica, operaram as condições de hegemonia do tipo de desenvolvimento capitalista que marcou o Brasil nesse período. Observou-se que a própria definição do lugar específico dos industriais, em meio às classes produtoras feirenses, se deu através desse processo, já que o seu traço político distintivo foi o engajamento no projeto de transformação do conjunto da vida feirense via industrialização, sob comando econômico dos capitais do Centro-Sul. Portanto, este trabalho acompanha a trajetória desse engajamento, inclusive as suas oscilações e mudanças qualitativas, ao longo das duas décadas em observação. O conceito de hegemonia fundamentou a interrogação desses movimentos de classes e de suas frações que, através de disputa, tornaram seus interesses a política pública adotada na circunstância. Com base nessa perspectiva teórica, para entender a sua representação diferenciada no Estado restrito foram observadas as formas de organização, de interação, bem como a força desses interesses na sociedade civil. Grosso modo, a movimentação dos dirigentes industriais, na segunda metade dos anos 1960, buscou institucionalizar os interesses industrializantes enquanto eixo do desenvolvimento local. Porém, esse projeto de hegemonia foi truncado por duas contradições crescentes: por um lado, o desmanche da particular combinação de condições macro que possibilitaram a gestação do projeto industrializante articulado pelos industriais feirenses, por outro lado, como a maior expressão desse projeto, o Centro Industrial do Subaé (CIS), foi criado como uma autarquia sob controle do poder executivo municipal, também esteve no âmago das disputas políticas locais, o que inviabilizou a institucionalização dos interesses industrializantes nos termos exigidos pelos dirigentes industriais. Nesse sentido, a movimentação desses agentes orientou-se, na década de 1970, pela tentativa de despolitizar o processo de industrialização, embora sob essa mesma cobertura discursiva a ação dos industriais tenha oscilado de pretensões à hegemonizar o desenvolvimento local para, a medida que afloraram as contradições do seu projeto, a intenção prioritária de blindar seus interesses corporativos. Para subsidiar tal percurso analítico o escopo de fontes foi diversificado, envolvendo periódicos, documentação das agências e instâncias do Estado restrito, bem como registros e formulações de entidades de representação de interesses dos industriais.

Detalhes:

  • Categoria: Teses e dissertações
  • Instituição: UEFS/HISTÓRIA
  • Área de Conhecimento: HISTÓRIA
  • Nível: Mestrado
  • Ano da Tese: 2009
  • Tamanho: 1.53 MB
  • Fonte: Portal Domínio Público

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