Interação Entre Musca Domestica Linnaeus, 1758 E Seu Predador Muscina Stabulans (Fallén, 1817) (Diptera, Muscidae): Influência Da Densidade De Presas E Da Abundância De Substrato Alimentar – Juliano Lessa Pinto Duarte

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Resumo:

Musca domestica é uma espécie cosmopolita que se desenvolve de maneira abundante em ambientes de criação de animais, constituindo um problema para os produtores, visto que além do incômodo causado pela presença das moscas, elas podem transmitir uma ampla gama de patógenos. Assim, o controle dessa espécie demanda novos métodos, que não os químicos, onde o controle biológico se destaca dentro do manejo ecológico de pragas. Dessa forma, esse trabalho teve como objetivo avaliar a influência de diferentes densidades de presas e diferentes abundâncias de substrato alimentar no comportamento predatório de Muscina stabulans sobre M. domestica. As larvas dessas espécies foram obtidas de colônias pré-estabelecidas e mantidas em câmara climatizada (25°C, UR > 70% e fotoperíodo de 12h). Foram estabelecidas três proporções predador/presa (1:1, 1:3, 1:6), utilizando 100 larvas predadoras de terceiro instar versus larvas de segundo instar da presa, e cada proporção predador/presa foi mantida em três abundâncias de substrato alimentar(25, 50 e 100g). Estes experimentos foram conduzidos em triplicatas, em estufas tipo B.O.D (25°C, UR 70% ± 10% e fotoperíodo de 12h). Os recipientes foram observados diariamente e umedecidos quando necessário até a pupariação das larvas. Dentro de 48h após a pupariação, trinta pupas de M. stabulans foram coletadas aleatoriamente de cada réplica e pesadas. A mortalidade das larvas de M. domestica frente às larvas de M. stabulans chegou a 100% em todos os confrontos, exceto na proporção 1:6 em 50g e 100g, onde totalizou 99,99% e 99,22%, respectivamente. Foi verificado um aumento significativo no período de desenvolvimento de M. stabulans em função do aumento na densidade de presas e da diminuição na quantidade de substrato, influenciando a taxa de desenvolvimento (F5,21=30,38; p<0,001). O aumento da proporção de indivíduos (F2,21=61,55; p<0,001) e a redução da quantidade de recursos (F1,21=19,34; p<0,001) desaceleram o desenvolvimento das larvas. O peso das pupas de M. stabulans foi proporcional ao aumento da densidade de presas e de substrato. A proporção ou densidade influenciou na sobrevivência de M. stabulans (F2,21=19,34; p<0,001), não havendo diferença quanto a quantidade de recursos (F1,21=1,60; p=0,22) e conseqüentemente na interação dos fatores (F2,21=1,49; p=0,24). Não houve diferença entre as densidades 1:1 e 1:3 (p=0,78), sendo que ambas se diferenciam da densidade 1:6 (p<0,001). Estes resultados demonstram uma interação complexa entre os fatores envolvidos na relação predador intraguilda-presa intraguilda, sendo necessário estudos ecológicos pormenorizados para que se possa considerar a utilização dessa espécie em programas de manejo ecológico de pragas.

Detalhes:

  • Categoria: Teses e dissertações
  • Instituição: UFPEL/PARASITOLOGIA
  • Área de Conhecimento: PARASITOLOGIA
  • Nível: Mestrado
  • Ano da Tese: 2010
  • Tamanho: 7.04 MB
  • Fonte: Portal Domínio Público

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