Bem-Estar Subjetivo E Bem-Estar No Trabalho Em Profissionais De Educação Física – Luis Eduardo Valente

Bem-Estar Subjetivo E Bem-Estar No Trabalho Em Profissionais De Educação Física – Luis Eduardo Valente
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Resumo:

Atualmente; bem-estar cada vez mais ganha espaço como parte importante e integrante da vida das pessoas. Pesquisas vêm buscando destacar fatores positivos que exerçam influencia em sua vida pessoal; e conseqüentemente em seu trabalho. O objetivo deste estudo foi verificar as relações entre bem-estar subjetivo (satisfação geral com a vida; afetos positivos e afetos negativos) e bem-estar no trabalho (satisfação no trabalho; envolvimento com o trabalho e comprometimento organizacional afetivo) em professores de educação física que atuavam em escolas e academias; descrevendo os níveis de bem-estar subjetivo e bem-estar no trabalho; análises de variância e correlação entre os construtos. A amostra foi composta por 124 professores de educação física; 34 atuavam em escolas particulares e 90 atuavam em academias; sendo 81 do sexo masculino e 43 do sexo feminino; solteiros e casados e faixa etária entre 21 e 59 anos; com escolaridade distribuída desde o ensino superior completo até o mestrado concluído. O instrumento de coleta foi um questionário auto-aplicavel composto por cinco escalas que mediram as variáveis do estudo e um questionário de dados complementares. Os resultados deste estudo revelaram que BES e BET guardam relações entre si. Os professores são considerados pessoas relativamente felizes com sua vida pessoal e revelaram uma relação mediana no que se refere a sua vida profissional. Os resultados das correlações relacionadas ao BES sinalizaram que o acúmulo de experiências negativas ao longo da vida poderia reduzir a vivencia de experiências positivas e de avaliações positivas sobre a vida em geral e vice-versa e ao BET; satisfação no trabalho; envolvimento com o trabalho e comprometimento organizacional afetivo são interdependentes. No que se refere às comparações; para BES os professores que atuavam em academias obtiveram médias significativamente maiores de afetos negativos do que os de escolas e por outro lado; a média de satisfação geral com a vida dos professores de escolas foi significativamente superior à dos que atuavam em academias demonstrando que estes vivenciaram mais experiências negativas do que os que trabalhavam em escolas e que os professores de escola eram mais satisfeitos com sua vida do que os de academias. Para BET; o quadro geral se mantém semelhante para professores de educação física que atuavam em escolas e academias. Futuros estudos deveriam aumentar o número de professores bem como; investigar outras áreas de atuação da educação física e compara-las com o presente estudo ampliando os estudos envolvendo bemestar e professores de educação física.

Detalhes:

  • Categoria: Teses e dissertações
  • Instituição: UMESP/PSICOLOGIA DA SAÚDE
  • Área de Conhecimento: PSICOLOGIA
  • Nível: Mestrado
  • Ano da Tese: 2007
  • Tamanho: 359.21 KB
  • Fonte: Portal Domínio Público

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