Avaliação Temporal Do Acúmulo De Fitomassa E Trocas Gasosas Do Capim-Canarana Em Função Da Salinidade Da Água De Irrigação – Luiz Barreto De Morais Neto

Avaliação Temporal Do Acúmulo De Fitomassa E Trocas Gasosas Do Capim-Canarana Em Função Da Salinidade Da Água De Irrigação – Luiz Barreto De Morais Neto
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Resumo:

O trabalho foi conduzido com o objetivo de avaliar o efeito da salinidade da água de irrigação e de diferentes idades de corte sobre os componentes de biomassa; trocas gasosas; crescimento e produção de do capim-canarana (Echinochloa pyramidalis). As mudas foram plantadas em vasos plásticos com volume de 8 L contendo solo do tipo NEOSSOLO QUARTIZARÊNICO textura arenosa; sob condições de casa de vegetação. Para o experimento em que se avaliou os componentes de biomassa; o delineamento utilizado foi inteiramente casualizado em parcelas subdividida; sendo os níveis de salinidade (0;75; 2;0; 4;0; 6;0 e 8;0 dS m-1) na parcela principal e idade de corte (21; 28; 35; 42 e 49 dias) na subparcela; com cinco repetições e para o experimento que se avaliou as trocas gasosas; crescimento e produção; o delineamento foi inteiramente casualizado; em esquema fatorial 5 x 5; composto por cinco idades de corte (21; 28; 35; 42 e 49 dias) e cinco doses crescentes de água salina (0;75; 2;0 ; 4;0; 6;0 e 8;0 dS/m); com cinco repetições. Após o corte de uniformização; 56 dias posterior ao plantio; iniciou-se a aplicação dos tratamentos. Ao atingir a idade de corte determinada; as plantas foram cortadas e em seguida o material coletado foi fracionado em folhas; colmos e material morto. Determinou-se a massa seca de forragem total; massa seca de forragem morta; massa seca de forragem viva; massa seca de lâmina verde; massa seca de colmo verde; relação material vivo/material morto e relação folha/colmo. Foram realizadas quatro medições da taxa fotossintética líquida; taxa de transpiração e condutância estomática. Para cada idade foi determinada a área foliar específica; razão de peso foliar e razão de área foliar. Verificou-se a tolerância ao estresse salino em cada corte. Não houve interação entre os fatores estudados. A salinidade reduziu a massa seca de forragem total; massa seca de farragem verde; massa seca de lâmina verde e a massa seca de colmo verde. Não se verificou efeito da salinidade sobre a massa seca de forragem morta; relação material vivo/material morto e relação folha/colmo. A salinidade alterou a partição de matéria seca; diminuindo a percentagem de colmos e aumentando a percentagem de folhas na massa seca de forragem total. O aumento da idade de corte ocasionou aumentos na massa seca de forragem total; forragem morta; forragem viva; colmos verdes e folhas verdes. A partir da idade de corte de 28 dias a massa seca de forragem morta teve incremento bastante acentuado. O aumento na massa seca de colmos acentuou-se a partir dos 35 dias. O prolongamento da idade de corte provocou um declínio nas relações material vivo/material morto e folha/colmo. A salinidade afetou as taxas fotossintética e de transpiração; mas não afetou a condutância estomática. As variações climáticas ocorridas nos diferentes dias em que foram feitas as medições de trocas gasosas; provocaram diferenças na taxa fotossintética; taxa de transpiração e condutância estomática. A salinidade não causou variações na área foliar específica; razão de peso foliar e razão de área foliar; no entanto estas três variáveis decresceram com o aumento da idade. A tolerância ao estresse salino diminuiu com o avanço da idade. Esta espécie mostrou-se moderadamente tolerante ao maior nível de salinidade e no maior tempo de exposição ao estresse. O capim canarana pode ser irrigado com água de condutividade elétrica de até 2;0 dS/m. O corte do capim canarana deve ser feito aos 21 dias.

Detalhes:

  • Categoria: Teses e dissertações
  • Instituição: UFC/ZOOTECNIA
  • Área de Conhecimento: ZOOTECNIA
  • Nível: Mestrado
  • Ano da Tese: 2009
  • Tamanho: 740.97 KB
  • Fonte: Portal Domínio Público

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