Aproveitamento De Água De Chuva Para Fins Não Potáveis No Campus Da Universidade Federal De Ouro Preto, Ouro Preto, Minas Gerais. – Frederico Moyle Baeta De Oliveira

Aproveitamento De Água De Chuva Para Fins Não Potáveis No Campus Da Universidade Federal De Ouro Preto, Ouro Preto, Minas Gerais. – Frederico Moyle Baeta De Oliveira
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Resumo:

A captação de água de chuva é uma técnica milenar; usada em diversos países; podendo ser uma importante estratégia para promover a economia de água e contornar problemas de escassez. Este trabalho teve como objetivo avaliar a viabilidade do aproveitamento de água de chuva para fins não potáveis no Campus da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP); em Ouro Preto; Minas Gerais. A precipitação anual média na região de Ouro Preto foi estimada em 1649 milímetros por ano. Análises da qualidade da água de chuva mostraram que esta se enquadra na classe de uso nº 1; definida pela Resolução CONAMA 357; de 2005; sendo própria aos usos previstos neste trabalho. No primeiro estudo de caso; desenvolvido no Centro Desportivo da instituição; foi considerada a utilização da água de chuva para a irrigação do gramado do campo de futebol; com uma área de 7140 m2; utilizando-se como área de captação o telhado do ginásio poliesportivo; com uma área útil de 3190 m2. Estimou-se ser possível captar anualmente aproximadamente 4200 m3 de água de chuva do telhado. A previsão do consumo de água do gramado mostrou a necessidade de um suprimento de 760 m3 de água; em média; através da irrigação; entre os meses de maio e agosto. A dimensão do reservatório para a água de chuva; obtida para uma situação crítica (ano da série histórica de precipitações com maior período de estiagem); foi estimada em 1500 m3 . No segundo estudo de caso; desenvolvido nos laboratórios da Escola de Minas; foi considerada a utilização da água de chuva para fins não potáveis (uso em descargas sanitárias). Observou-se que os consumos de água não potável estimados nos prédios da Engenharia Metalúrgica; das Engenharias de Produção e de Controle e Automação e da Engenharia Civil representam; respectivamente; 44%; 89% e 41% dos volumes médios de água de chuva possíveis de serem captados dos respectivos telhados. Os volumes dos respectivos reservatórios; necessários à regularização da demanda; também obtidos para uma situação crítica; foram estimados em 335; 238 e 305 m3 . Ambos os estudos de caso sugerem que a técnica de captação e aproveitamento de água de chuva é eficiente em termos qualitativos e quantitativos.

Detalhes:

  • Categoria: Teses e dissertações
  • Instituição: UFOP/ENGENHARIA AMBIENTAL
  • Área de Conhecimento: ENGENHARIA DE ÁGUA E SOLO
  • Nível: Mestrado
  • Ano da Tese: 2008
  • Tamanho: 3.51 MB
  • Fonte: Portal Domínio Público

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