Análise Da Componente Vertical Da Força De Reação Do Solo Em Diferentes Tipos De Salto Vertical De Adultos Nos Ambientes Aquático E Terrestre – Caroline Ruschel

Análise Da Componente Vertical Da Força De Reação Do Solo Em Diferentes Tipos De Salto Vertical De Adultos Nos Ambientes Aquático E Terrestre – Caroline Ruschel
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Resumo:

Este estudo objetivou analisar as características da componente vertical da força de reação do solo em diferentes tipos de salto vertical realizados por indivíduos adultos nos ambientes aquático e terrestre. Participaram da pesquisa 34 sujeitos; 16 do sexo masculino e 18 do sexo feminino; com idade entre 20 e 35 anos. As coletas de dados foram realizadas na piscina e no Laboratório de Pesquisas em Biomecânica Aquática do CEFID/UDESC. Foram utilizadas duas plataformas de força extensométricas conectadas ao sistema de aquisição de dados ADS2000-IP. Foram analisados os saltos com meio agachamento; com contramovimento; em profundidade partindo de 0;2 m e em profundidade partindo de 0;4 m; através das seguintes variáveis: pico de propulsão (PP); tempo de vôo (TV); primeiro pico de força na aterrissagem (F1); força vertical máxima na aterrissagem (F2); taxa F1 na aterrissagem (TF1) e taxa F2 na aterrissagem (TF2). Para os saltos em profundidade foram também analisadas a força vertical máxima na queda de uma altura (FQ); a taxa FQ na queda de uma altura (TFQ) e o tempo de contato (TC). Os sujeitos realizaram três execuções válidas para cada tipo de salto; com intervalo mínimo de 30 segundos entre elas. Na água; os saltos foram realizados nas imersões do quadril e do peito. Os dados foram processados através de rotinas criadas no software Scilab 4.1.2 e analisados com a utilização da estatística descritiva e inferencial (p≤0;05). Para todos os tipos de salto; os sujeitos realizaram maiores propulsões no solo; na água; os maiores valores de PP foram obtidos na imersão do peito. Os valores de todas as variáveis das fases de aterrissagem e de queda da altura (F1; F2; FQ; TF1; TF2 e TFQ) foram significativamente menores da na água do que no solo. Quando comparados os saltos em um mesmo ambiente; foram encontradas diferenças significativas apenas para o PP e o TV no solo; nos saltos em profundidade; FQ e TFQ foram significativamente maiores para o salto partindo de 0;4 m; em todas as condições. Quando comparados os sexos; observou-se que: os homens obtiveram maiores valores de PP e de TV em todos os saltos na maioria das condições; na aterrissagem; as diferenças encontradas para F1; F2; TF1 e TF2 nas execuções no solo (forças e taxas maiores para os homens) foram minimizadas dentro da água; por fim; as mulheres apresentaram valores ligeiramente maiores de FQ e TQ. Os resultados indicam que o ambiente aquático pode e deve ser utilizado como uma alternativa para a redução das cargas durante as aterrissagens de diferentes tipos de salto. Entretanto; a prescrição desse exercício; mesmo na água; deve ser cautelosa; pois a magnitude das cargas pode ser excessiva dependendo da condição osteomuscular do indivíduo.

Detalhes:

  • Categoria: Teses e dissertações
  • Instituição: UDESC/CIÊNCIAS DO MOVIMENTO HUMANO
  • Área de Conhecimento: EDUCAÇÃO FÍSICA
  • Nível: Mestrado
  • Ano da Tese: 2009
  • Tamanho: 2.18 MB
  • Fonte: Portal Domínio Público

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