É permitido gozar

Por Débora Porto

Sobre o livro

O direito ao gozo é algo que nos foi negado: o gozo de falar, de ler, de escrever, de sorrir, de gozar.

Nos permitir tudo isso é a nossa forma de transgredir, de reescrever, de reinventar o que foi pensado para mulheres por uma sociedade que ainda carrega ranços do machismo e do patriarcalismo, em que a sua cultura fora fundada.

Então, sim: estamos falando de nossos corpos com outros corpos, sexo, prazer, gozo, riso e múltiplos e variados orgasmos.

Em nossos escritos, descobrimos e desvendamos os nossos corpos como promotores de prazeres: as delícias de ser-estar-sentir – de viver a plenitude de nossa condição de mulher-gente-fêmea, com direito ao gozo e à liberdade do sexo para além da procriação.

Esta coletânea de textos eróticos, “É permitido gozar!”, é um presente para leitoras e leitores adultos. Com um conjunto de contos e poemas que transitam pelo humor, o erotismo e a complexidade das relações interpessoais, as autoras nos brindam com histórias que dizem respeito ao conhecimento e ao emprego do corpo feminino para o prazer de mulheres.

Quase sempre, as protagonistas são fêmeas que descobrem, reinventam, usam e experimentam o prazer em diferentes níveis – é a mulher solitária de meia idade que fica com o vizinho mais jovem; a namoradinha da juventude que reencontra um amor do passado; a garota assanhada que quer vadiar, mas não deseja se prender. E há as fantasias também: voyeurismo, ménage, exibicionismo.

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