Sobre o livro
O romance Consolação narra a aventura (e as desventuras) de Marco Camargo, jornalista que, em vias de completar 30 anos, toma um pé na bunda na mesma época em que uma demissão em massa atinge a redação onde trabalha.
Ao descobrir que sua ex, por quem nutre um sentimento de posse, já arrumou outro, o protagonista se lança ao seguinte desafio: levar cem mulheres para a cama.
O narrador se muda com seu cachorro para o bairro paulistano Consolação e, literalmente da noite para o dia, passa a viver uma rotina frenética de sexo, drogas e rock’n’roll.
Tal qual um Forrest Gump degenerado, o personagem atravessa os principais acontecimentos do Brasil — da crise no jornalismo à popularização do Tinder, de junho de 2013 à Copa do Mundo —, sempre atrás de um novorabo de saia para sua lista.Com ritmo acelerado, abordagem naturalista e influência da linguagem do cinema, da internet e da música pop, a narrativa expõe a liquidez e o automatismo dos relacionamentos na era digital, ao mesmo tempo em que serve como prelúdio para a crise política e ideológica no país.
O tom canastrão e o léxico sexista do narrador acabam por revelar as contradições identitárias e as fragilidades associativas que se escondem sob a masculinidade tóxica.
Ao mesmo tempo, ao capturar, de forma alegórica, a onda hipster, o livro se coloca como registro geracional dos primeiros millennials a atingirem 30 anos.
TEXTO DA CONTRACAPA: “Depois de se separar, o jornalista Marco Camargo resolve tirar o atraso, propondo-se a cair na noite e levar cem mulheres para a cama. O que pode parecer uma premissa vazia revela-se uma forma corajosa e bem-humorada de abordar a crise do macho contemporâneo.
Afinal, ao acordar solteiro, Marco descobre que, para lá da porta do seu apê, o mundo não é mais o mesmo. As mulheres mudaram e a forma de interagir com elas também.
Numa era digital e avessa a ranços machistas, Marco tenta sobreviver e (por que não?) se dar bem, pulando de um par de seios para outro, às vezes anestesiando-se com drogas, bebida e música pop, às vezes fantasiando um curioso seminário sobre como conquistar qualquer mulher.
O nome Consolação refere-se ao bairro em gentrificação que se transforma junto com o personagem, mas também poderia aludir ao resquício deixado pela narrativa: num universo de relações cada vez mais supérfluas, o sexo casual pode não salvar ninguém, mas pelo menos serve como algum consolo,” Giovana Madalosso.
REPERCUSSÕES NA IMPRENSA: “Um livro super bem escrito, muito pontuado pelo universo pop do cinema, da literatura e com muita música. […]. Tem essa verve pop dos textos de Nick Hornby na literatura inglesa.
O mais interessante é como captura um tipo de homem, ou melhor, um tipo de comportamento masculino que, mesmo exagerado por essa lente do homem planilha, busca um lugar frente às novas realidades do feminino”, Guilherme Werneck, BRAVO!; “No ritmo franco da narrativa, com toques pícaros à Bukowski e Reinaldo Moraes, acompanhamos a trajetória do jornalista rumo à dissolução; com ele bebemos vodca em miseráveis copos de plástico, cheiramos pó em tampas de privada, tomamos ácido e evitamos o espelho, mas prin- cipalmente transamos com o maior número de mulheres possível”, CULT; “O que se desenvolve nas 300 páginas seguintes são a imaginação e as tentativas de um paulistano de 30 anos tentando se adaptar aos tempos de redes sociais e apli- cativos de relacionamentos, além de uma reflexão sobre a masculinidade tóxica”, Guilherme Sobota, ESTADÃO; “Uma corajosa aventura literária a respeito do mundo dos relacionamentos contemporâneos, ágeis e digitais, e da posição frágil e equivocada do homem do século passado”, Pedro Antunes, ROLLING STONE.
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