A BALADA DOS PERDIDOS

Por ANDERSON CABRAL

Sobre o livro

Entre 1935 e 1947, quando as Leis de Nuremberg transformaram a exclusão em norma e a Kristallnacht (9–10 de novembro de 1938) anunciou o ódio em praça pública, um pequeno grupo de judeus decide resistir ao silêncio que antecede o Holocausto.

À sombra da invasão da Polônia (1º de setembro de 1939) e sob os céus incendiados até a queda de Berlim (abril–maio de 1945), eles tecem uma teia clandestina: colecionam listas queimadas, guardam gravações furtivas, falsificam documentos e transformam uma canção — a Balada dos Perdidos — em arquivo vivo.

A canção é ao mesmo tempo refrão de conforto e prova irrecusável, uma arma contra quem quer apagar rostos e histórias.

O romance acompanha a escalada da resistência improvisada — de atos de contracultura e pequenas sabotagens a operações de resgate que custam vidas. Há vitórias momentâneas, festas onde a subversão se disfarça de dança, e fracassos que marcam indelevelmente.

A traição surge por dentro: um infiltrado com passado de trincheira põe em xeque a solidariedade e força escolhas radicais. Em celas, nos túneis, nos armazéns, a ética se fragmenta entre vingança e justiça, e o preço da coragem é contado em ausências.

Uma narrativa comovente e tensa, que converte canções em documentos e juramentos em prova — perfeita para leitores que buscam história, suspense ético e a pergunta inquietante: até que ponto lembrar é a última forma de lutar?

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