Sobre o livro
A Princesa, o Menestrel e a Morte
É o ano de 1315. Um rapaz sai de Veneza rumo à França, onde em uma de suas caminhadas como menestrel, encontra uma moça por quem se apaixona. Ela, ao mesmo tempo se encanta com o rapaz.
Mas, ele percebe que naquele momento não poderiam ficar juntos, pois ele era um simples andarilho e ela uma senhora em uma torre. Então eles se comprometem, em se encontrar num futuro, em que pudessem estar juntos. Ele a deixa na torre e sai pelo mundo procurando uma solução para se reencontrarem.
Porém, o improvável acontece: a Morte caminhando pelo campo, passa por ele, que a vê e a cumprimenta, sem saber de quem se tratava. A Morte para surpresa. Ele a estava vendo em uma bela forma feminina. A Morte resolve conversar com o rapaz. Ela diz surpresa que poucos ousariam falar com ela.
E ele pergunta por que porque não falaria? Pois sua mãe ensinara que as primeiras palavras ditas a um desconhecido podem valer nosso futuro! Ela então lembra-se de duas palavras ouvidas há muitos anos: “Grazie!
Grazie!” Ditas por um menino de dez anos que se afogava em um canal de Veneza, enquanto ela estava sentada, na beira deste, com sua foice, que escorregou, sendo segura no último momento antes de desaparecer nas águas.
E, quando a Morte puxa-a de volta, um menino veio preso pela blusa na ponta da lâmina. Ela havia salvo a vida de alguém sem saber como aconteceu! O menino a viu e com água saindo pelo nariz agradece: “Grazie! Grazie!” A criança é o menestrel a sua frente.
Incrédula com o encontro, continua buscando entender essas existências que se cruzaram duas vezes. Ela lhe pergunta se ele não tem medo da morte e ele responde que não, mas que não gostaria de morrer sem antes rever a moça por quem se apaixonara.
A Morte diz que amar por pelo menos uma vida, parece uma boa razão para não querer encontrar a morte prematuramente. Mas, se dispor a caminhar, talvez uma vida inteira pelo mundo, apenas com a lembrança de um olhar, parece ser um sonho quase impossível de se realizar.
Então ele responde: seria se ele tivesse outro sonho, mas ele só tem um. A Morte então decide lhe dar dois presentes: um ‘bem’ e uma ‘prova’. O bem, uma planta que o livraria dos males das pestes. A prova, a qual teria que passar, para reencontrar a moça e com ela ter uma vida longa.
A partir daí, a Morte some. Mas deixa uma trilha que o Menestrel não sabe que segue para retornar a encontrar a moça da torre.
A Princesa, O Menestrel e a Morte, é uma novela de época, retratada na Itália e França na Baixa Idade Média. Originária de uma peça de teatro, do mesmo autor.
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